Abilio admite cortes para conter gastos em Cuiabá

Por Luizão —

Prefeito Abilio Brunini afirma que Prefeitura de Cuiabá poderá rever despesas e folha de pagamento diante de receitas abaixo do previsto.
Prefeito Abilio Brunini afirma que Prefeitura de Cuiabá poderá rever despesas e folha de pagamento diante de receitas abaixo do previsto.

Prefeito de Cuiabá aponta redução de R$ 100 milhões em repasses federais e afirma que poderá ajustar folha e despesas para evitar endividamento.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a administração municipal poderá adotar medidas de contenção de despesas, incluindo ajustes na folha de pagamento e possíveis cortes de pessoal, para evitar o aumento do endividamento da capital. A preocupação está relacionada ao planejamento financeiro da Prefeitura e ao orçamento de 2027.

Segundo o prefeito, o município registrou crescimento de R$ 167 milhões na receita própria, mas enfrentou uma frustração de R$ 100 milhões nos repasses federais esperados. Abilio avalia que essa diferença reduziu a capacidade de ampliar gastos e manter o equilíbrio das contas públicas.

Folha de pagamento e despesas permanentes

Em declaração à imprensa, Abilio afirmou que o objetivo não se limita à redução do quadro de servidores. A gestão também pretende avaliar despesas permanentes e impedir o crescimento dos gastos obrigatórios.

O prefeito citou a revisão geral anual (RGA) de 4,5% concedida aos servidores como um dos fatores que impactaram o orçamento. Na avaliação dele, a combinação entre o reajuste e a receita federal abaixo da previsão consumiu o ganho obtido com o aumento da arrecadação municipal.

Preocupação com os repasses federais

Abilio também manifestou preocupação com eventuais diferenças entre as previsões e os valores efetivamente transferidos pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Ele afirmou que a Prefeitura adotará medidas preventivas para preservar o equilíbrio fiscal.

Até o momento, o prefeito não detalhou quantos postos de trabalho poderiam ser afetados, quais despesas seriam reduzidas nem apresentou um cronograma para as mudanças. As medidas foram mencionadas como possibilidades de ajuste, e não como cortes já executados.