Abilio diz que também sairia do país no lugar de Flávio
Por Luizão —

Prefeito de Cuiabá defendeu Flávio Bolsonaro ao comentar relatos de sua saída do Brasil. Abilio alegou perseguição política, sem apresentar provas.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta terça-feira (27) que também deixaria o Brasil caso estivesse na situação do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno da eleição presidencial. A declaração foi dada durante entrevista à imprensa na Câmara Municipal de Cuiabá.
Questionado sobre notícias de que Flávio teria viajado aos Estados Unidos após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Abilio defendeu a possibilidade de o senador sair do país. “No lugar dele, eu ia embora também”, declarou.
Prefeito alega perseguição política
Abilio afirmou acreditar que Flávio e seus familiares poderiam sofrer perseguição política caso permanecessem no Brasil. O prefeito também citou a situação judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro e de pessoas envolvidas nos atos de 8 de janeiro para justificar sua posição. Essas avaliações representam a opinião do prefeito e não comprovam perseguição contra o senador.
Na segunda-feira (26), segundo as informações divulgadas, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio entregasse os passaportes comum e diplomático e não deixasse o território nacional. A decisão foi tomada no contexto de investigações envolvendo o parlamentar.
Paradeiro ainda era objeto de relatos
Na terça-feira (27), aliados relataram que Flávio estaria a caminho dos Estados Unidos. A informação sobre a viagem também foi atribuída por veículos de imprensa a uma fonte do governo norte-americano. Até o momento retratado na reportagem, não havia confirmação pública conclusiva sobre o trajeto percorrido pelo senador.
Embora a reportagem original trate a saída como fuga, as circunstâncias e o itinerário não estavam plenamente esclarecidos nas informações apresentadas. A existência de investigações não equivale a condenação, e eventuais descumprimentos de medidas judiciais dependem de apuração pelas autoridades competentes.