Abílio nega risco de expulsão do PL

Por Luizão

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini

Prefeito de Cuiabá apoia regras de Ananias Filho sobre fundo partidário, mas critica punições extremas e nega boato de expulsão vindo de Brasília.

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), negou boatos de que estaria prestes a ser expulso do partido e avaliou as diretrizes impostas pelo presidente estadual, Ananias Filho, que defendeu a devolução de recursos e a saída de quem não apoiar os candidatos oficiais da legenda.

'Se o partido entende que os candidatos que não estão dentro de um projeto político dele não devem usar o fundo partidário, eu também acho que está certo. Eu acho que o candidato que estiver dentro ali, que não está 100% junto com o processo, não deve usar mesmo o fundo partidário. Eu acho que está dentro da coerência, eu acredito que ele está certo em relação a isso', afirmou o prefeito nesta sexta-feira (7).

Ressalvas sobre punições extremas

Apesar de apoiar as regras de alinhamento partidário, Abílio ponderou que medidas punitivas extremas podem prejudicar as legendas, citando exemplos de outros partidos no Estado, como o MDB, onde há divisões internas pacíficas.

'Eu acho que qualquer um que vai para essa linha de que se não me apoia, eu vou te expulsar, se não me apoia, eu vou te tirar. Eu acho que o efeito colateral é muito maior no sentido de perder apoio do que no sentido de ganhar apoio', pontuou.

Boato de expulsão

Sobre rumores vindos de Brasília a respeito de uma suposta assinatura de expulsão dele e de outros prefeitos, Abílio garantiu que a informação é falsa e destacou seu bom relacionamento com a cúpula nacional.

'Eu ouço muito esse boato, mas isso não condiz com a realidade. Até o momento, eu não fui notificado de nada dessa possibilidade. Muito pelo contrário, eu tenho um ótimo relacionamento com Flávio Bolsonaro, por exemplo. E a gente se encontrou juntos outras vezes e continua se encontrando e conversando, e acredito que está longe disso poder acontecer', garantiu.

Propósito comum entre as lideranças

O prefeito ressaltou que divergências locais são normais e que o foco principal das lideranças do Estado permanece unificado.

'O propósito comum de todos é a eleição do Flávio Bolsonaro. E esse propósito comum eu acho que une a todos. Une o Wellington, une o Pivetta, une a Janaína, une o Abílio, une o Mauro, une o Galvan, une todo mundo. Porque todos eles estão demonstrando ter o mesmo propósito de eleição, que é eleger o Flávio Bolsonaro. Aí cada um, nas suas individualidades, vai caminhar para os seus caminhos', concluiu.