Abilio sai em defesa de Flávio Bolsonaro no 'Caso Vorcaro' e dispara: 'Eu faria'

Por Luizão

Abilio sai em defesa de Flávio Bolsonaro no 'Caso Vorcaro' e dispara: 'Eu faria'
Abilio sai em defesa de Flávio Bolsonaro no 'Caso Vorcaro' e dispara: 'Eu faria'

O político mato-grossense minimizou a polêmica envolvendo os áudios vazados do senador e afirmou que buscar patrocínio privado para um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro não configura nenhuma ilegalidade.

O cenário político nacional e estadual acompanha uma intensa movimentação nos bastidores após os desdobramentos do chamado 'Caso Vorcaro' , que colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) sob forte escrutínio público devido ao vazamento de áudios e mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro. Diante do bombardeio da oposição, o político mato-grossense Abilio Brunini apressou-se em sair em defesa intransigente do aliado partidário. Em declarações que repercutiram rapidamente, Abilio minimizou a controvérsia e disparou uma frase de forte efeito: 'Eu faria' , endossando a postura de buscar apoio financeiro privado para um projeto cinematográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A crise reputacional eclodiu após veículos de imprensa revelarem diálogos em que o senador cobra do empresário um repasse estimado em R$ 134 milhões (cerca de US$ 24 milhões) para subsidiar a produção de 'Dark Horse' , um filme biográfico focado na trajetória política e pessoal de seu pai. Para Abilio, a tentativa de imputar qualquer teor de ilegalidade ou corrupção ao episódio carece totalmente de amparo factual e jurídico. O parlamentar ressaltou que a conversa reflete uma negociação estritamente comercial no âmbito do mercado corporativo, sem qualquer envolvimento de canais estatais. Legitimidade do patrocínio privado e críticas ao alarmismo A sustentação da defesa apresentada por Abilio baseia-se na premissa de que a captação de recursos junto a investidores particulares é uma prática legítima e corriqueira em qualquer produção cultural independente. Ele pontuou que a atitude de Flávio deve ser interpretada de forma natural, como o esforço de um filho para viabilizar um registro histórico familiar e político, sem gerar custos para o erário público ou depender de mecanismos de fomento fiscal, como a Lei Rouanet. Zero dinheiro público: A principal linha de blindagem política repousa no fato de que o montante discutido provém inteiramente de fontes privadas, descartando teses de improbidade administrativa ou malversação de recursos do Estado. Combate a narrativas: Abilio acusou setores da oposição de agirem de forma oportunista para inflar o caso, tentando transformar uma transação de patrocínio privado em um escândalo político artificial com o objetivo de desgastar a direita. 'É preciso separar claramente o que é público do que é privado. O que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Estão tentando criar um escândalo em cima de algo perfeitamente legal' , defendeu Abilio. O posicionamento alinha-se ao discurso do próprio Flávio Bolsonaro, que confirmou os contatos com Vorcaro para tratar do longa-metragem, mas negou de forma categórica ter oferecido facilidades ou intermediado interesses junto ao governo, reafirmando a lisura do projeto.