Abilio vê oposição crescer na Câmara e critica grupo de Ilde
Por Luizão —

Prefeito de Cuiabá lamenta perda de apoio na base parlamentar após articulação de Ilde Taques reunir 15 votos e garantir maioria para a Mesa Diretora.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reagiu nesta sexta-feira, 25 de setembro, ao fortalecimento da chapa articulada pelo vereador Ilde Taques (Podemos) para presidir a Câmara Municipal a partir de 2027. Com o ingresso formal de novas adesões, o bloco oposicionista e independente reuniu 15 dos 27 votos da Casa, número suficiente para definir a Mesa Diretora sem a anuência do Palácio Alencastro.
Em publicação nas redes sociais, o gestor cuiabano comentou o cenário adverso no parlamento municipal:
'Aumentou a oposição e teremos menos aliados. Lamento, mas Cuiabá seguirá avançando, mesmo com alguns jogando contra'.
Adesão decisiva e composição da Mesa
A virada no placar consolidou-se após a vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) deixar o grupo de Dilemário Alencar (União) e formalizar apoio ao projeto de Ilde Taques. A aliança superou os 14 votos mínimos da maioria absoluta no plenário da capital.
As negociações internas do grupo vencedor desenham o seguinte organograma preliminar:
- Presidência: Ilde Taques (Podemos)
- 1ª Vice-presidência: Eduardo Magalhães (Republicanos)
- 1ª Secretaria: Adevair Cabral (Solidariedade)
- 2ª Vice-presidência: Maria Avalone (PSDB)
- 2ª Secretaria: Michelly Alencar (União)
Impasses na base governista
O resultado impõe revés à tentativa de reeleição da atual comandante do Legislativo, Paula Calil (PL), preferida do prefeito para o comando da Mesa. A recondução consecutiva no mesmo mandato é vetada pelo Regimento Interno, cuja revisão dependeria do apoio qualificado de 18 vereadores (dois terços) — quórum inviabilizado pela coalizão de Ilde.
A gestão municipal buscou respaldo no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para flexibilizar a exigência regimental, mas o Judiciário manteve a regra intacta. Como alternativa governista, o vereador Kássio Coelho (Podemos) chegou a ser cogitado como plano de contenção, porém a votação marcada para 6 de outubro aproxima o bloco independente da chefia definitiva do Poder Legislativo.