Alexandre de Moraes libera para julgamento ação penal contra Eduardo Bolsonaro no STF
Por Luizão —

Ex-deputado federal é réu pelos crimes de obstrução de Justiça e coação no curso do processo. Denúncia da PGR aponta que o político articulou com o governo de Donald Trump medidas contra o Brasil.
O ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento pela Primeira Turma a ação penal que corre contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro . O ex-parlamentar é acusado formalmente pelos crimes de obstrução de Justiça e coação no curso do processo . Com o despacho do relator, o colegiado fica autorizado a emitir o veredito sobre a condenação ou absolvição do réu, embora a presidência da Primeira Turma ainda não tenha fixado uma data oficial no calendário de sessões para a análise do mérito. A denúncia formulada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) havia sido recebida por unanimidade pelo plenário do STF em novembro do ano passado. O caso originou-se de um inquérito focado nas articulações internacionais promovidas pelo político junto à cúpula do governo dos Estados Unidos. Lobby com o governo Trump e pedidos de sanções contra o Brasil As investigações conduzidas pelas autoridades brasileiras apontam que Eduardo Bolsonaro teria atuado diretamente nos bastidores de Washington junto à equipe do presidente norte-americano, Donald Trump. O objetivo das tratativas bilaterais clandestinas seria prejudicar instituições e a economia nacional por meio das seguintes frentes: Barreiras Comerciais: O ex-deputado teria estimulado e articulado a aplicação de um "tarifaço" alfandegário sobre a importação de produtos de origem brasileira no mercado norte-americano. Restrições de Vistos: A engrenagem de pressão envolvia o pedido de suspensão e cancelamento de vistos de entrada nos EUA direcionados a integrantes do governo federal e a magistrados integrantes do próprio STF. Eduardo Bolsonaro encontra-se residindo em território norte-americano desde o mês de fevereiro de 2025. Diante do avanço do procedimento jurídico na Suprema Corte, o corpo de advogados de defesa do ex-parlamentar vem reiterando de forma pública que as acusações arroladas pela PGR carecem de robustez e fundamentação jurídica adequada, manifestando convicção em uma tese de absolvição integral no julgamento colegiado.