Ananias adota linha dura e ameaça expulsar do PL-MT

Por Luizão —

Ananias Filho, presidente estadual do PL em Mato Grosso
Ananias Filho, presidente estadual do PL em Mato Grosso

Presidente estadual diz que quem pedir votos para Pivetta será expulso; Abilio Brunini teria aceitado intermediar prefeitos descontentes.

O presidente estadual do PL, Ananias Filho, é categórico ao afirmar que não aceitará que lideranças descontentes, ativas junto ao partido, peçam votos para o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) em detrimento da candidatura oficial, encabeçada pelo senador Wellington Fagundes.

Papel de Abilio Brunini

Ananias afirmou que o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), um dos principais resistentes à composição do PL com o MDB em Mato Grosso, e que chegou a recorrer à cúpula nacional, já entendeu que terá que abraçar o projeto de Wellington. O gestor teria tentado apaziguar o descontentamento de uma ala de prefeitos, para evitar expulsão por infidelidade partidária.

'Depois das intempéries, tive uma conversa muito boa com o prefeito Abilio, ele está sendo muito tranquilo e já está se colocando como um intermediário dos prefeitos. Ele já ligou para todos os prefeitos. Quem realmente quiser fazer campanha para o Pivetta, vai pedir afastamento do partido, em definitivo, e aí vai fazer campanha para o nosso adversário', comentou.

Postura do partido

Diante desse cenário, Ananias foi novamente questionado sobre a postura do PL. Ele frisou que, em Mato Grosso, ou os filiados se enquadram ao projeto de Wellington ou ficam em silêncio e sem atrapalhar os planos do partido, do contrário serão expulsos.

'Ou pede afastamento ou a gente tira. Quem ficar no PL, tem que ficar, no mínimo, quieto', declarou.

Aval nacional para a aliança

Para tentar conter certa rebeldia, o PL em Mato Grosso não vai obrigar apoio ao MDB, mas não permitirá que se peça votos para o projeto de Pivetta. A aliança teve aval do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, buscando fortalecer o projeto do senador Flávio Bolsonaro, que vai disputar a Presidência da República contra Lula (PT), sendo necessário ampliar o palanque nos estados.