Angéliquinha retorna a presídio e ficará isolada

Por Luizão —

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como Angéliquinha, foi transferida para penitenciária feminina em Cuiabá.
Angélica Saraiva de Sá, conhecida como Angéliquinha, foi transferida para penitenciária feminina em Cuiabá.

Após ser presa na Bolívia e transferida para Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá voltou à penitenciária feminina e cumprirá regime disciplinar diferenciado.

Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como Angéliquinha, retornou na terça-feira (20) à Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, em Cuiabá, após passar mais de um ano foragida. Segundo a Polícia Civil, ela acumula condenações que somam 260 anos de prisão e ficará submetida a um regime disciplinar diferenciado.

Apontada pelas autoridades como integrante de posição de liderança do Comando Vermelho em Mato Grosso, Angélica foi transferida de Mato Grosso do Sul para Cuiabá sob escolta policial. A detenta havia fugido da unidade prisional em agosto de 2025, durante uma obra no muro do estabelecimento.

Isolamento por seis meses

O delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), informou que a Justiça autorizou a aplicação do regime disciplinar diferenciado por seis meses, com possibilidade de prorrogação.

De acordo com o delegado, a medida prevê permanência em cela isolada, restrições nos períodos de visita e banho de sol e vigilância reforçada pelas policiais penais. A autoridade policial justificou o regime com base na avaliação de risco associada à presa.

Captura na Bolívia

Angélica foi presa em 22 de setembro de 2026, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, após trabalho de investigação e cooperação entre a Polícia Civil de Mato Grosso e autoridades bolivianas.

A operação envolveu equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado, da GCCO/Draco e da Gerência Estadual de Polinter (Gepol). Após a captura, ela permaneceu por quase um mês em Mato Grosso do Sul antes de ser encaminhada de volta ao estado.

As autoridades também atribuem a Angélica suspeitas de participação na organização de crimes na região norte de Mato Grosso. Essas alegações devem ser diferenciadas das condenações judiciais já mencionadas.