Após voto favorável, Fábio Garcia critica momento de votação da PEC 6x1 e aponta 'conotação eleitoral'

Por Luizão

Após voto favorável, Fábio Garcia critica momento de votação da PEC 6x1 e aponta 'conotação eleitoral'
Após voto favorável, Fábio Garcia critica momento de votação da PEC 6x1 e aponta 'conotação eleitoral'

Deputado federal por Mato Grosso defendeu o descanso do trabalhador, mas questionou o Governo Lula por pautar o fim da escala 6x1 em ano de eleição e alertou para o risco de repasse de custos ao consumidor.

O deputado federal Fábio Garcia (União-MT) manifestou-se nesta quinta-feira (28) sobre a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a jornada de trabalho na escala 6x1. Apesar de ter registrado voto favorável ao projeto no plenário da Câmara dos Deputados, o parlamentar mato-grossense disparou críticas contra a articulação política conduzida pelo Governo Lula, acusando a gestão federal de utilizar a pauta com “conotação eleitoral” . “O governo Lula teve quase quatro anos de gestão, e essa pauta poderia ter sido trazida em anos anteriores. Uma pauta que tem um apelo popular tão grande em ano de eleição tem, sim, essa conotação eleitoral”, asseverou o deputado. A emenda constitucional, que estipula a redução do teto da jornada semanal de 44 para 40 horas e garante duas folgas obrigatórias, encerrou seu ciclo de debates na Câmara e agora aguarda apreciação oficial por parte do Senado Federal. Defesa do bem-estar familiar versus o impacto no comércio Mesmo com as ressalvas políticas quanto ao momento de votação, Garcia justificou seu voto favorável pontuando que a proposta se alinha com preceitos de qualidade de vida para a classe trabalhadora. Sob a ótica do congressista, os deputados decidiram de acordo com suas convicções pessoais e o direito ao descanso estendido é legítimo: Sossego Familiar: O parlamentar declarou que o expediente de segunda a sexta-feira, em carga de oito horas diárias, permitindo o usufruto do sábado e do domingo com a família — quando a natureza da atividade econômica permitir —, configura um avanço saudável para a rotina do trabalhador. Temores Anteriores: Antes de se alinhar à aprovação, Fábio Garcia vinha externando forte oposição ao avanço da matéria por receio dos impactos financeiros diretos no setor empresarial brasileiro. Risco de inflação ao consumidor final e a flexibilização do texto O deputado do União Brasil fez questão de enfatizar que mantém sua convicção técnica de que a implementação definitiva da nova jornada de trabalho poderá gerar efeitos colaterais econômicos nocivos para a sociedade. Garcia detalhou a cadeia de transferência de despesas na atividade de comércio: Aumento de Contratações: Estabelecimentos comerciais que operam na grade atual de 44 horas, de segunda-feira a sábado, serão compelidos a admitir novos funcionários para cobrir os desfalques de carga horária originados pela folga extra. Repasse de Custos: O congressista alertou que esse incremento na folha salarial das empresas fatalmente representará um custo operacional novo que acabará repassado na ponta final para o bolso do consumidor. Ajustes no Congresso: De acordo com Fábio Garcia, o posicionamento favorável da bancada deu-se porque o Parlamento buscou costurar um texto de consenso e flexibilização para tentar minimizar os impactos financeiros sobre o empresariado. O parlamentar ressaltou, por fim, que o movimento de adesão à PEC pelo fim da escala 6x1 foi unânime no estado, com toda a bancada federal de Mato Grosso votando de forma favorável à aprovação da emenda constitucional em plenário.