Bases do PSD lançam manifesto e pedem inserção de Emanuel Pinheiro na disputa pelo Governo de MT
Por Luizão —

Em ato partidário com lideranças regionais, ex-prefeito de Cuiabá defendeu a ampliação da democracia interna na sigla e cobrou que o debate estadual passe a gestão atual a limpo.
A engrenagem interna do PSD (Partido Social Democrático) em Mato Grosso sofreu uma forte movimentação política. Durante um ato partidário que reuniu lideranças do interior do estado, foi formalizado e apresentado um manifesto das bases partidárias solicitando a inclusão do nome do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro , na mesa de discussões como pré-candidato ao Governo do Estado. O movimento visa ampliar o leque de opções da sigla, que já conta com a pré-candidatura posta da médica Dra. Natasha Slhessarenko. O evento contou com o endosso de figuras regionais, a exemplo do médico e ex-prefeito de Diamantino, Doutor Manuel — que se apresenta como pré-candidato a deputado estadual para representar a região do Médio-Norte e Baixada Cuiabana (compreendendo municípios como Rosário Oeste, Nobres, Alto Paraguai e Marilândia). “Hoje viemos dar o nosso apoio também para que seja incluído o nome do Emanuel Pinheiro como pré-candidato, que o PSD analise também o nome dele nesta mesa de decisões” , pontuou o médico. Defesa da pluralidade e críticas à tentativa de 'W.O.' eleitoral Ao fazer uso da palavra, Emanuel Pinheiro teceu elogios à condução da Dra. Natasha Slhessarenko, ressaltando que o manifesto não representa uma fritura ou desrespeito ao projeto dela, mas sim um exercício legítimo de oxigenação partidária. O ex-prefeito traçou um paralelo com o diretório nacional do PSD — que abrigou debates entre múltiplos postulantes antes de unificar o apoio ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, tendo Gilberto Kassab como vice — para justificar que a pluralidade qualifica a escolha democrática. Emanuel subiu o tom contra o que classificou como uma tentativa de estrangulamento do debate político pelas forças governistas tradicionais: Combate ao Consenso Forçado: “A gente percebe que estão querendo o W.O. Estão trabalhando para o W.O. Se puder tirar todo mundo e deixar só um candidato para ir para uma eleição plebiscitária, é o que querem. Querem evitar o debate” , disparou o líder político; Desenvolvimento Humano: Pinheiro defendeu que o crescimento econômico do agronegócio de Mato Grosso não faz sentido se não vier acompanhado de forte distribuição de renda e desenvolvimento humano na ponta, apontando que existem "quatro Mato Grossos" desiguais dentro de um único estado. Gestão estadual sob a mira: Infraestrutura e crise na saúde Emanuel indicou que sua entrada na discussão servirá para "passar o estado a limpo", prometendo transformar a campanha em uma vitrine de comparação de legados administrativos. Ele disparou críticas contundentes à condução de eixos sensíveis pelo Palácio Paiaguás, citando o impasse logístico e turístico na rodovia de Chapada dos Guimarães (região do Portão do Inferno), as polêmicas contratuais do modal de transporte (VLT/BRT), a atuação da atividade garimpeira e escândalos passados da administração pública. O principal alvo do discurso de Emanuel foi a gestão da saúde pública estadual. O ex-prefeito acusou o Governo do Estado de incompetência ao arrastar por longos anos as obras de cinco hospitais regionais (como os de Confresa, Alta Floresta, Juína, Tangará da Serra e o Hospital Central em Cuiabá). Como contraponto, Emanuel utilizou sua própria biografia à frente da capital para inflamar as bases: "Em dois anos e meio eu construí, mobiliei, equipei e entreguei o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Quando você tem intenção política, foco e planejamento, você faz as coisas acontecerem" , argumentou. Questionado sobre os próximos passos práticos, Emanuel Pinheiro revelou que a convocação das bases impõe uma responsabilidade política intransponível, embora a decisão exija uma profunda avaliação no âmbito familiar, uma vez que seu planejamento original estava integralmente focado em dar suporte à reeleição do senador Carlos Fávaro e à chapa proporcional do deputado federal Emanuelzinho.