Botelho defende Flávio Bolsonaro em polêmica de áudios e compara captação com a Lei Rouanet

Por Luizão

Botelho defende Flávio Bolsonaro em polêmica de áudios e compara captação com a Lei Rouanet
Botelho defende Flávio Bolsonaro em polêmica de áudios e compara captação com a Lei Rouanet

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho, minimizou o vazamento de conversas do senador com banqueiro, afirmando que a busca por investidores privados para produção cinematográfica é uma prática comum e inocente.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Eduardo Botelho (União), saiu em defesa pública do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a ampla repercussão do vazamento de áudios envolvendo o parlamentar federal e o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro. Botelho minimizou o impacto político do episódio, declarou que enxerga "inocência" nas mensagens gravadas e traçou um paralelo direto entre a captação de recursos privados praticada pelo senador e os mecanismos tradicionais de fomento à cultura, como a Lei Rouanet.

A controvérsia institucional ganhou força após vir a público uma gravação na qual Flávio Bolsonaro solicitava aportes financeiros expressivos ao banqueiro para viabilizar a produção e a conclusão do filme Dark Horse, uma obra cinematográfica de cunho documental que retrata os bastidores da campanha presidencial de Jair Bolsonaro no pleito de 2018. Para Botelho, o diálogo não evidencia desvio de conduta ou favorecimento ilícito, tratando-se apenas de uma articulação mercadológica habitual no setor audiovisual.

Comparação com fomento cultural e tese de licitude

Ao analisar o teor do vazamento que provocou ruídos e divisões na base de centro-direita nacional, o chefe do Legislativo mato-grossense argumentou que a busca por patrocinadores no ambiente corporativo privado é legítima e assemelha-se aos trâmites de mercado permitidos pela legislação federal, embora sem a utilização de incentivos fiscais diretos.

Repercussão e o cenário de polarização

A manifestação de Eduardo Botelho alinha-se ao discurso de contenção adotado por importantes lideranças partidárias que tentam blindar o bloco de oposição contra o desgaste de imagem provocado pelas revelações. Enquanto setores independentes e de esquerda no Congresso Nacional articulam a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para devassar as operações financeiras e contratuais do Banco Master, aliados da família Bolsonaro buscam unificar o discurso de que o filme foi concluído sob moldes estritamente legais e contratuais, estando pronto para ser exibido nos cinemas brasileiros.