Bussiki rebate ex-secretário, nega 'pedalada' na Educação e acusa Emanuel de omitir R$ 400 milhões

Por Luizão

Bussiki rebate ex-secretário, nega 'pedalada' na Educação e acusa Emanuel de omitir R$ 400 milhões
Bussiki rebate ex-secretário, nega 'pedalada' na Educação e acusa Emanuel de omitir R$ 400 milhões

Secretário de Economia de Cuiabá afirmou que Amauri Monge confundiu o conceito de pedalada fiscal com restos a pagar e apontou que maquiagem contábil ocorreu na gestão anterior.

O secretário de Economia de Cuiabá, Marcelo Bussiki , voltou a rebater publicamente as declarações do ex-secretário de Educação, Amauri Monge, que acusou a gestão do prefeito Abilio Brunini (PL) de praticar “pedalada fiscal” por meio do remanejamento de verbas orçamentárias da Educação para outras pastas do município. Bussiki sustentou que as movimentações financeiras seguiram os ritos legais e que houve um equívoco técnico por parte do ex-gestor. Segundo o chefe das finanças municipais, as operações questionadas tratam-se, na realidade, de despesas regulares inscritas em restos a pagar, mecanismo previsto e autorizado pela Lei Orçamentária Anual (LOA). “Restos a pagar ocorrem em toda e qualquer Prefeitura ou Governo do Estado, inclusive na educação. Isso é corriqueiro de uma gestão pública. O secretário Amaury acabou confundindo os termos, usando indevidamente a questão de pedalada”, argumentou o secretário, acrescentando que R$ 36,5 milhões desse montante já foram devidamente quitados e o fluxo remanescente está sendo reorganizado pela nova chefia da pasta. O embate ocorre em meio a uma auditoria que apura supostas irregularidades de R$ 80 milhões em apostilas na gestão de Monge. Definição de pedalada e críticas a Emanuel Pinheiro Para contrapor a denúncia, Marcelo Bussiki utilizou como paradigma as contas do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD) , a quem atribuiu a prática real de maquiagem contábil e pedaladas fiscais no encerramento do mandato anterior. O secretário afirmou que a equipe econômica de Abilio identificou um passivo ocultado de quase meio bilhão de reais nos balanços de transição de governo. O titular da Economia discriminou as irregularidades da seguinte forma: Omissão de Passivos: De acordo com Bussiki, a gestão passada deixou de empenhar intencionalmente cerca de R$ 400 milhões em despesas contratuais no balanço contábil. "Isso é pedalada. Aí você acaba maquiando, acaba não refletindo a realidade", criticou. Déficit Estrutural: O secretário apontou que, nos últimos oito anos, Cuiabá registrou um padrão administrativo em que a despesa fixada superou sistematicamente a receita arrecadada, estrangulando o fluxo de caixa. Endividamento de R$ 1 bilhão trava investimentos A equipe econômica atrelou a atual escassez de capacidade de investimentos próprios da prefeitura ao estoque de restos a pagar e compromissos financeiros herdados. Bussiki revelou que o endividamento consolidado do município de Cuiabá alcançou a cifra de R$ 1 bilhão no momento em que a nova administração assumiu o Palácio Alencastro. Diante do tamanho do rombo fiscal, o secretário descartou qualquer possibilidade de saneamento total das contas públicas ainda no corrente ano. Ele projetou que a reestruturação e a liquidação gradual dos passivos acumulados exigirão um esforço fiscal continuado que deve se estender ao longo de todo o primeiro mandato da gestão Abilio Brunini.