Candidatos ao governo mudam de tom na propaganda
Por Luizão —

Natasha explora insegurança alimentar, Pivetta defende continuidade e Wellington ataca obras paradas no horário eleitoral.
Os candidatos ao Governo de Mato Grosso adotaram estratégias distintas na propaganda eleitoral exibida nesta sexta-feira (11). Enquanto Natasha Slhessarenko (PSD) buscou explorar o cenário de fome e o custo alto de vida no Estado, Otaviano Pivetta (Republicanos) apostou na defesa da atual gestão e nas obras entregues durante o governo Mauro Mendes (União). Já Wellington Fagundes (PL) concentrou o discurso nas obras paradas e prometeu concluir os projetos deixados em andamento.
Natasha explora insegurança alimentar
Natasha abriu seu programa com o relato de uma mulher que afirma recorrer diariamente a filas de doação de alimento para sustentar as duas filhas, apesar de receber auxílio financeiro considerado insuficiente. A partir do depoimento, a candidata questionou o contraste entre a força do agronegócio mato-grossense e a situação de quem ainda enfrenta insegurança alimentar no Estado.
Ela também criticou o custo dos alimentos, apontando Mato Grosso como um dos mercados mais caros do país, e defendeu propostas como o fortalecimento da agricultura familiar e o incentivo à produção local de alimentos.
Pivetta aposta em continuidade
Na propaganda de Pivetta, o discurso foi de continuidade do trabalho iniciado na gestão de Mauro Mendes, com destaque para obras de infraestrutura, educação, habitação e saúde apresentadas como resultado da atual administração. O programa também defendeu que o Estado conta hoje com uma das melhores estruturas públicas de saúde de alta complexidade do país, reforçando o discurso de liderança do candidato com base em pesquisas eleitorais recentes.
Wellington mira obras paradas
Wellington Fagundes adotou estratégia diferente, transformando as obras paralisadas em um dos principais alvos da propaganda. O candidato citou a existência de 178 obras paradas no Estado, mais de cem delas iniciadas durante a atual gestão, classificando a situação como desperdício de dinheiro público e transtorno para a população.
A propaganda mostrou o caso de uma escola demolida para dar lugar a uma nova unidade que não teria sido concluída conforme o planejado, e Wellington prometeu mutirões para retomar obras paralisadas, priorizando inicialmente creches, escolas e unidades de saúde.