Cattani defende renovação do PL sem afastar Ananias
Por Luizão —

Deputado avalia que o PL precisa renovar seu diretório em Mato Grosso, mas rejeita a saída de Ananias Filho e considera superada a aliança com o MDB.
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) defendeu mudanças na composição do diretório do Partido Liberal em Mato Grosso, mas afirmou não considerar necessária a saída de Ananias Filho da presidência estadual da legenda.
Reeleito com 69.672 votos, Cattani disse que a sigla precisa ampliar a participação de suas lideranças nas decisões internas. Ele observou que, apesar de ter sido o candidato a deputado estadual mais votado do partido em 2022 e em 2026, não integra atualmente o diretório.
Em entrevista ao portal Rdnews e ao Rdtv Cast, o parlamentar reconheceu o trabalho de Ananias e atribuiu o desempenho eleitoral do PL à influência política do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Eu acho que a gente precisa de uma oxigenação maior do partido. Mas não precisamos crucificar ninguém”, declarou.
Divergências após a eleição
O debate sobre a direção estadual ganhou força depois das eleições de 2026. Parte das lideranças do PL se opôs à aliança do senador Wellington Fagundes, candidato ao Governo de Mato Grosso, com o MDB de Janaina Riva, candidata ao Senado. Ambos foram derrotados.
Entre os nomes que defendem renovação no diretório estão Odilio Balbinotti, primeiro suplente do senador eleito José Medeiros e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro no estado, e o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira. Também manifestaram insatisfação com a aliança José Medeiros e os prefeitos Flávia Moretti, de Várzea Grande, e Abilio Brunini, de Cuiabá. Abilio, assim como Cattani, posicionou-se contra a saída de Ananias.
Nas eleições, o PL conquistou três vagas na Câmara dos Deputados, com Coronel Fernanda, Coronel Assis e Thiago Boava, e quatro na Assembleia Legislativa, com Gilberto Cattani, Samantha Íris, Faissal Calil e Alcino Barcelos. José Medeiros foi eleito para o Senado.
Aliança com o MDB é considerada superada
Ao comentar o desgaste envolvendo Wellington Fagundes, Cattani afirmou que a divergência teve consequências eleitorais, mas disse que o senador mantém seu espaço e reconhecimento dentro do partido.
Segundo o deputado, a aproximação com o MDB foi o principal motivo da divisão interna durante a campanha. Ele avalia, porém, que o resultado das urnas encerrou a discussão sobre a escolha política feita naquele momento.
“Não deu certo. Então, eu acho que a paga já está feita. Não tem o que se remexer nisso”, concluiu Cattani.