Cinco chapas disputam duas últimas vagas na ALMT
Por Luizão —

Republicanos, Podemos, esquerda, PSD e Novo brigam pelas cadeiras finais na disputa proporcional, com quociente estimado em 77 mil votos.
Podemos, Republicanos, a Federação Brasil da Esperança, o PSDB/Cidadania, o PSD e o Novo devem disputar duas vagas das sobras para tentar chegar à meta traçada por suas lideranças partidárias de deputados eleitos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. No caso dos quatro primeiros, o objetivo é aumentar a bancada, enquanto o Novo briga para emplacar um deputado. A projeção considera as chapas registradas, o desempenho eleitoral dos principais candidatos em pleitos anteriores, a estrutura política atual e um quociente eleitoral estimado em cerca de 77 mil votos.
A perspectiva é que 22 vagas estejam encaminhadas entre oito chapas, caso o desempenho eleitoral fique dentro da faixa projetada. O cálculo não significa que 22 deputados já estejam matematicamente eleitos, mas funciona como estimativa considerando as faixas de votação hoje mais plausíveis.
Como está a disputa
Nesse cenário, Republicanos e Podemos começam com quatro cadeiras cada; MDB, também com quatro; PL, com três; Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, com duas; Federação União Progressista, de União Brasil e PP, com duas; Federação PSDB/Cidadania, com duas; e PSD, com uma.
As duas vagas restantes concentram a parte mais imprevisível da eleição: Republicanos e Podemos brigam pelo quinto deputado, a federação de esquerda busca o terceiro, o PSD tenta chegar ao segundo, e o Novo aparece com possibilidade de conquistar sua única cadeira.
Republicanos e Podemos miram a quinta vaga
O Republicanos reúne nomes com capital eleitoral comprovado, como Nininho, Diego Guimarães, Dr. Eugênio, Gilberto Figueiredo, Paulo Araújo, Valmir Moretto, Maysa Leão, Alex Sandro, Wlad Mesquita, Ari Lafin e Alan Porto. A projeção coloca o partido na faixa dos 300 mil votos, suficiente para deixar quatro cadeiras fortes e jogar a quinta para a disputa das médias.
O Podemos tem situação semelhante, reunindo o presidente da Assembleia, Max Russi, além de Beto Dois a Um, Fabinho Tardin, Ulysses Moraes, Allan Kardec, Mauro Savi e outros nomes com histórico eleitoral. A tendência coloca o partido também na casa dos 300 mil votos ou mais.
MDB deve fazer de três a quatro
O MDB reúne Eduardo Botelho, Dr. João, Thiago Silva, Jéssica Riva, Léo Bortolin, Silvano Amaral, Túlio Fontes e outros nomes com base eleitoral própria. A faixa projetada coloca o partido entre 260 mil e 300 mil votos, com três cadeiras em terreno seguro e a quarta dependendo da disputa das médias.
PL deve crescer com três favoritos
No PL, Gilberto Cattani e Faissal começam com votação estadual comprovada. A novidade é Samantha Iris, vereadora mais votada de Cuiabá em 2024, que concorre a estadual com a estrutura política do marido, o prefeito Abilio Brunini. A projeção coloca a chapa entre 200 mil e 220 mil votos, com cenário provável de eleger três deputados.
Esquerda disputa a terceira vaga
Lúdio Cabral chega à eleição dois anos após disputar a Prefeitura de Cuiabá e chegar ao segundo turno. A chapa também conta com o deputado estadual Valdir Barranco, o ex-deputado Zé Carlos do Pátio, a ex-vereadora Edna Sampaio e o sindicalista Henrique Lopes. Duas cadeiras são o cenário-base, mas a terceira é possível na disputa pelas duas últimas vagas.
União/PP tem poucos candidatos, mas puxadores fortes
A Federação União Progressista tem apenas dez candidatos, mas conta com Dilmar Dal Bosco, Sebastião Rezende e Júlio Campos, políticos de votação estadual consolidada. A projeção coloca a federação entre 140 mil e 160 mil votos, com duas vagas prováveis e a terceira mais distante.
PSDB projeta duas cadeiras
Carlos Avallone e Juca do Guaraná seguem como os nomes mais conhecidos da chapa. Chico Guarnieri chega fortalecido após assumir mandato de deputado estadual. Com projeção entre 140 mil e 170 mil votos, duas cadeiras entram no cenário-base do partido.
Cinco chapas por duas vagas
É nas duas cadeiras restantes que a conta fica mais disputada. Cinco chapas brigam pelas vagas finais: Republicanos e Podemos tentam a quinta cadeira, a federação de esquerda busca a terceira, o PSD tenta a segunda e o Novo mira sua primeira vaga. A expectativa é que a média decisiva fique perto de 64 mil votos.
Quociente eleitoral estimado
Mato Grosso terá 2.638.230 eleitores aptos em 2026, crescimento de aproximadamente 7% em relação a 2022. Mantido o nível de comparecimento observado no pleito passado, a estimativa é de cerca de 1,85 milhão de votos válidos para deputado estadual, o que coloca o quociente eleitoral na casa dos 77 mil votos. O número definitivo só existirá após a votação.