Cuiabá evita patrocínio de bets e mira agronegócio

Por Luizão

O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch
O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch

Presidente Cristiano Dresch diz que clube prefere parceiros como o setor de etanol e mantém controle rígido de gastos.

O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, afirmou que o clube evita fechar contrato de patrocínio máster com casas de apostas e disse que a estratégia é manter acordos com outros segmentos, como o agronegócio. Segundo ele, patrocinadores anteriores já haviam exigido que o clube não firmasse contratos com empresas de apostas, decisão que, afirmou, foi mantida pela diretoria.

Dresch também ressaltou preocupação com esse tipo de vínculo, afirmando que, na sua leitura, as casas de apostas exploram as pessoas, causam suicídios e destroem famílias.

Aproximação com o etanol

No jogo contra o Goiás, pela Série B, o Cuiabá estampou 'Movido a Etanol' na parte frontal da camisa como parte da aproximação com o setor de biocombustíveis de Mato Grosso.

Controle de gastos

Dresch também afirmou que o clube iniciou o Campeonato Mato-Grossense com uma folha salarial de R$ 500 mil e mantém política de controle de gastos. De acordo com o presidente, o Cuiabá deve encerrar 2026 com cerca de R$ 30 milhões a receber pela venda de jogadores, valor que, segundo ele, permite ao clube fechar as contas do ano.

Compromissos herdados

Dresch ainda citou compromissos financeiros herdados do período em que o time disputava a Série A, incluindo parcelas de contratos antigos de jogadores e o caso envolvendo o técnico Petit, cuja dívida de R$ 4 milhões resultou no transfer ban aplicado pela Fifa, o que impede o clube de fazer novas contratações até quitar o valor.