Denúncia em Santo Antônio do Leverger: Luizão do Podcast aponta crime ambiental no Morro de Santo Antônio

Por Luizão

Denúncia em Santo Antônio do Leverger: Luizão do Podcast aponta crime ambiental no Morro de Santo Antônio
Denúncia em Santo Antônio do Leverger: Luizão do Podcast aponta crime ambiental no Morro de Santo Antônio

Em transmissão de domingo, comunicador criticou a pavimentação da encosta do morro, citou violações à Lei Complementar 38/1995 e destacou que a obra precisou ser embargada pelo Ministério Público.

Em uma transmissão especial de domingo gravada diretamente no município de Santo Antônio do Leverger , o comunicador conhecido como Luizão do Podcast veiculou uma grave denúncia ecológica tendo como cenário o Morro de Santo Antônio , um dos principais cartões-postais e referenciais históricos da Baixada Cuiabana. O manifesto criticou duramente as intervenções de engenharia civil que resultaram na pavimentação da subida do morro, apontando que o projeto provocou a desfiguração e a destruição da paisagem natural regional. Segundo o relato de Luizão, embora a pavimentação asfáltica executada pelo governo estadual no trecho de acesso até a base do morro seja regular, a extensão da malha de concreto e asfalto subindo a encosta configurou um grave dano ambiental. Ele relembrou que, até cerca de dois anos atrás, o topo era alcançado apenas por meio de pequenas trilhas ecológicas que preservavam o ecossistema original, transição que foi rompida pela intervenção das máquinas. Violação da Lei Complementar 38/1995 e omissão da SEMA-MT Para respaldar juridicamente a denúncia, o comunicador evocou os dispositivos da Lei Complementar Estadual nº 38 de 1995 , que institui o Código Estadual do Meio Ambiente de Mato Grosso. Luizão apontou que a obra violou de forma expressa duas salvaguardas da legislação: Proteção da Flora (Artigo 48): O texto normativo veda ações de erradicação ou destruição da cobertura vegetal nativa sem os estritos estudos de impacto e mitigação adequados. Proteção de Relevos (Artigo 58): O código estadual impõe restrições severas a intervenções estruturais em morros, encostas e áreas de declividade acentuada devido ao risco de erosão, deslizamentos e degradação paisagística. O podcaster direcionou críticas contundentes à gestão da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT) , cobrando a responsabilização técnica da secretária e de seu corpo de diretores pela ausência de fiscalização preventiva, aplicação de multas ou detenções em flagrante no período em que o canteiro de obras operava na encosta. "Quem fez esse crime ambiental aqui no Morro de Santo Antônio tem que ser punido", cobrou. https://www.instagram.com/reel/DZkNvEaRri2/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA== Embargo do Ministério Público e reflexão eleitoral A fiscalização efetiva do complexo turístico e ecológico acabou partindo de outra esfera de controle. Luizão destacou que a interrupção e o congelamento dos serviços de pavimentação na encosta só ocorreram após uma intervenção direta do Ministério Público do Estado (MPE-MT) , que acionou a Justiça para determinar o embargo da obra devido às irregularidades e potenciais riscos ao patrimônio natural. Aproveitando o calendário político de 2026, o comunicador encerrou sua matéria de utilidade pública convocando a sociedade mato-grossense a adotar uma postura de voto consciente, utilizando a preservação das riquezas naturais e a eficiência da gestão ecológica como critérios de avaliação dos candidatos nas urnas em outubro. "Esse ano é ano eleitoral, pensa. Pensa e não troque, não venda seu voto. Revejam tudo isso aí", concluiu o podcaster desejando um bom domingo aos ouvintes.