Deputado exige exoneração de funcionário ausente na Assembleia Legislativa

Por Luizão

Deputado exige exoneração de funcionário ausente na Assembleia Legislativa
Deputado exige exoneração de funcionário ausente na Assembleia Legislativa

Ex-parlamentar recebe alto salário sem cumprir jornada de trabalho na Casa, dedicando-se a publicações políticas nas redes sociais durante o horário comercial.

Nesta quarta-feira (13), o parlamentar estadual Júlio Campos (União) manifestou-se a favor da demissão do influenciador e ex-deputado Ulysses Moraes. A cobrança ocorre após o surgimento de polêmicas referentes a falhas no cumprimento da jornada de trabalho de Moraes, que possui uma função comissionada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) . Ao ser indagado por jornalistas, Júlio Campos foi enfático sobre a atitude que tomaria no comando da Casa: "Se eu estivesse na presidência, sem dúvida alguma ele já teria sido desligado" . Esse posicionamento surgiu em resposta a uma matéria divulgada na semana anterior pelo jornal A Gazeta. O texto jornalístico expôs que Ulysses atua como superintendente de Controle Interno de Fiscalização Financeira e Contábil desde o mês de março de 2023. Apesar de receber rendimentos brutos na casa dos R$ 19 mil , o servidor não registra sua presença ou frequenta assiduamente seu posto de serviço. Mesmo detendo essa nomeação comissionada, o influenciador continua bastante ativo no cenário político e ideológico em suas plataformas digitais, realizando postagens exatamente nos dias úteis e durante o período em que deveria estar trabalhando. De acordo com o levantamento exibido na reportagem, a soma recebida pelo ex-deputado desde o início de sua atuação na Assembleia atinge impressionantes R$ 785 mil em valores brutos . Desse montante, R$ 594 mil chegaram de forma líquida em suas contas ao longo desse espaço de tempo. Cobranças à Presidência Na visão de Júlio Campos, as atribuições de Moraes exigem atuação interna no Parlamento estadual, o que contrasta com sua ausência constante. Campos ressaltou que o caso já foi reportado a Max Russi (Podemos), atual presidente do Legislativo mato-grossense, porém nenhuma atitude prática foi tomada até o presente momento. "Na data de ontem conversei com o presidente Max para exigir uma resposta da Mesa Diretora diante dessa realidade, onde funcionários com ótimas remunerações não entregam as atividades exigidas" , relatou. Ele ainda pontuou a mudança de comportamento do servidor: "No passado, ele ainda dava as caras por aqui nas quartas-feiras, aparecendo ocasionalmente na semana. Contudo, recentemente ele sumiu totalmente" . Para finalizar, o deputado alertou que esse problema não é um caso isolado nas dependências da Assembleia, insistindo em ações corretivas por parte da direção. "Caso seja feita uma investigação mais profunda, encontraremos diversos outros funcionários que, de forma lamentável, usufruem dessas mesmas vantagens ilícitas e antiéticas" , concluiu.