Deputados de Mato Grosso divergem sobre decisão do TJ que derrubou voto secreto na ALMT

Por Luizão —

Deputados de Mato Grosso divergem sobre decisão do TJ que derrubou voto secreto na ALMT
Deputados de Mato Grosso divergem sobre decisão do TJ que derrubou voto secreto na ALMT

O presidente da Assembleia, Max Russi, anunciou que irá recorrer da decisão de inconstitucionalidade proferida pelo Tribunal de Justiça. Parlamentares se dividem entre a transparência social e a proteção contra pressões governamentais.

A decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a realização de votações secretas para a apreciação de vetos governamentais abriu uma intensa divergência política na Assembleia Legislativa (ALMT). O presidente do Parlamento estadual, deputado Max Russi (Podemos), anunciou formalmente que a Mesa Diretora irá recorrer judicialmente da medida, abrindo um debate que divide opiniões entre o bloco governista e a oposição.

O imbróglio jurídico e político foi desencadeado por um mandado de segurança impetrado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinjusmat). A entidade questionou a legalidade da manutenção, via escrutínio secreto, de um veto do ex-governador Mauro Mendes aplicado ao projeto de reajuste salarial dos servidores do Judiciário no ano de 2025. Ao proferir seu voto, o desembargador Márcio Vidal sustentou que a falta de transparência impede o controle social, asseverando que "não há representação democrática autêntica sem transparência e prestação de contas perante a sociedade".

Oposição defende voto aberto como dever de transparência

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) manifestou total convergência com o entendimento do Tribunal de Justiça. O parlamentar trouxe como argumento o histórico da Casa, citando casos em que projetos aprovados por unanimidade acabaram mantidos sob veto de forma anônima, blindando os deputados do julgamento do eleitorado:

Defensores do sigilo alegam independência e pressão do Executivo

Por outro lado, uma ala expressiva de parlamentares se uniu ao presidente Max Russi na contestação da liminar do TJMT. Os deputados Gilberto Cattani (PL) e Eduardo Botelho (União Brasil) saíram em defesa da manutenção do modelo tradicional da Casa, sob a justificativa de preservação da independência do Poder Legislativo: