Governo de MT envia projeto à ALMT e pede aval para empréstimo de R$ 1,5 bilhão com a Caixa

Por Luizão

Governo de MT envia projeto à ALMT e pede aval para empréstimo de R$ 1,5 bilhão com a Caixa
Governo de MT envia projeto à ALMT e pede aval para empréstimo de R$ 1,5 bilhão com a Caixa

O governador Otaviano Pivetta entregou a proposta pessoalmente ao deputado Max Russi. Recurso visa financiar a construção de 60 mil casas populares e recompor perdas do Fethab.

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), protocolou pessoalmente na Assembleia Legislativa (ALMT), nesta quarta-feira (24), um projeto de lei que solicita autorização para o Poder Executivo contrair uma operação de crédito de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal. O montante será prioritariamente carimbado para programas habitacionais, infraestrutura e saúde pública.

O presidente do Parlamento estadual, deputado Max Russi (Podemos), garantiu que a matéria receberá regime de prioridade na Casa de Leis. Devido às restrições e prazos do calendário eleitoral, a expectativa é de que o texto seja votado e definido em plenário no máximo até o dia 3 de julho.

Capacidade de Pagamento e Substituição do Fethab

Max Russi utilizou a tribuna e conversou com a imprensa para elogiar a saúde financeira do estado, argumentando que a liberação de uma linha de crédito desse porte por uma instituição federal atesta o equilíbrio fiscal de Mato Grosso. "Importante o Governo trazer, porque isso mostra que as contas estão muito boas. Você só consegue empréstimo quando você tem capacidade de pagamento. O Estado está bem organizado e conseguiu uma taxa de juros melhor", pontuou o parlamentar.

De acordo com o governador Otaviano Pivetta, o empréstimo possui um papel estratégico de transição econômica para as contas públicas regionais:

🔎 O que é o Fethab?

O Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) é um fundo específico do Estado de Mato Grosso abastecido por contribuições incidentes sobre a circulação e comercialização de commodities de grande peso na economia local, como o algodão, a soja, o gado em pé, a madeira e os combustíveis. Criado originalmente para gerar receitas vinculadas, o imposto dita que o dinheiro arrecadado deve ser obrigatoriamente reinvestido em obras de infraestrutura viária (como pavimentação e manutenção de rodovias), logística de transporte e no financiamento de habitações populares para famílias de baixa renda, atuando como um motor do desenvolvimento regional.