ICMBio nega ter autorizado pórtico na Salgadeira

Por Luizão

Pórtico na entrada do Complexo Turístico Sesc Salgadeira, em Chapada dos Guimarães
Pórtico na entrada do Complexo Turístico Sesc Salgadeira, em Chapada dos Guimarães

Instituto pede retirada imediata da estrutura na MT-251, alvo de apuração do Ministério Público por possíveis impactos paisagísticos.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) afirmou em nota que não autorizou a construção do pórtico de entrada do Complexo Turístico Sesc Salgadeira, localizado na rodovia MT-251, em Chapada dos Guimarães. O instituto pediu a remoção imediata da estrutura.

Apuração do Ministério Público

A estrutura já estava na mira do Ministério Público, que abriu uma Notícia de Fato para apurar possíveis impactos paisagísticos provocados pela instalação do pórtico. A apuração está sendo conduzida pela 16ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Meio Ambiente Natural da Capital, após a divulgação de questionamentos sobre a estrutura e seus possíveis efeitos sobre a paisagem natural da região.

A investigação foi determinada pelo coordenador do Núcleo de Defesa do Meio Ambiente e da Ordem Urbanística da Capital, promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel. Segundo ele, a MT-251 possui características específicas por ser uma Estrada Parque e atravessar a área de influência do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, o que exige atenção às normas de proteção ambiental e paisagística.

Resposta do Sesc-MT

Segundo o Sesc-MT, que assumiu neste ano a concessão do complexo turístico da Salgadeira, além de identificar o acesso ao complexo, o pórtico contribuiria para a organização do trânsito na MT-251, sinalizando uma área de preservação ambiental e de circulação de pedestres, o que reforçaria a segurança de motoristas e visitantes.

Posição do ICMBio

Em nota, o ICMBio afirmou que segue analisando a situação para se pronunciar posteriormente. 'Considerando que o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães é uma unidade de conservação federal administrada pelo ICMBio e diante dos possíveis impactos da estrutura sobre o patrimônio paisagístico protegido, o Instituto segue analisando a situação e se pronunciará sobre as providências cabíveis no prazo previsto', informou o órgão.