Janaina Riva celebra decisão de Flávio Dino que suspendeu ampliação de terra indígena em Brasnorte

Por Luizão

Janaina Riva celebra decisão de Flávio Dino que suspendeu ampliação de terra indígena em Brasnorte
Janaina Riva celebra decisão de Flávio Dino que suspendeu ampliação de terra indígena em Brasnorte

Deputada estadual aponta que medida cautelar do STF traz segurança jurídica a produtores rurais e defende o direito de propriedade sem desassistir as comunidades originárias.

A deputada estadual Janaina Riva (MDB) manifestou-se publicamente para endossar a decisão liminar do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu provisoriamente os efeitos do decreto presidencial de ampliação da Terra Indígena Irantxe/Manoki , localizada no município de Brasnorte. Para a parlamentar, o veredicto da Suprema Corte é um aceno contundente em favor da segurança jurídica, da preservação do direito de propriedade e do devido processo legal no campo mato-grossense. A medida cautelar imposta por Dino paralisou a eficácia do Decreto nº 12.723/2025 até que seja realizada uma audiência oficial de conciliação entre lideranças indígenas, produtores rurais, moradores locais e representantes da União. “A decisão do ministro traz uma sinalização muito importante. Desde o início, nossa posição é muito clara de que o direito de propriedade precisa ser respeitado. Não podemos ignorar a realidade de famílias que vivem, trabalham e produzem nessas áreas há décadas” , avaliou a deputada. Fazenda de Janaina no epicentro da disputa de limites O decreto assinado pelo Executivo Federal expandia drasticamente os limites da reserva indígena, saltando de uma área original de 45.555 hectares para um território de aproximadamente 252 mil hectares . A ação judicial que travou a medida foi movida pela Associação dos Produtores Rurais Papagaio, que contesta a anexação de dezenas de propriedades privadas consolidadas à demarcação. Entre os imóveis atingidos pela nova linha de divisa está a própria Fazenda Rival , uma área produtiva de 915 hectares com título imobiliário registrado desde 2012 pertencente à família da parlamentar. Segundo as frentes do agronegócio regional, a sobreposição vinha gerando um clima de forte instabilidade e inviabilizando a renovação de licenças ambientais e o acesso a linhas de crédito para o custeio da safra 2025/2026. Apesar de liderar a defesa da classe produtora, Janaina buscou afastar o tom de polarização étnica e pontuou que o debate não deve ser encarado como uma guerra contra os indígenas: O Papel do Estado: “Defender os produtores não significa ser contra os povos indígenas. Eu respeito os povos originários e acredito que eles precisam, acima de tudo, de políticas públicas eficientes, como saúde de qualidade, educação, infraestrutura, saneamento e oportunidade” , argumentou a emedebista; O Amparo Técnico do STF: Em seu despacho, o ministro Flávio Dino fundamentou a liminar protetiva com base nas teses de repercussão geral fixadas pelo STF, que até admitem a revisão e ampliação de terras indígenas, desde que comprovados erros graves no procedimento anterior e garantida a justa indenização e proteção jurídica aos proprietários rurais de boa-fé.