Jayme nega herança na falta d'água em VG

Por Luizão

O senador Jayme Campos
O senador Jayme Campos

Senador diz que problema não é responsabilidade da família Campos e critica plano emergencial de perfuração de poços do governo estadual.

O senador Jayme Campos (União) rebateu as críticas sobre a crise no abastecimento de água em Várzea Grande e afirmou que o problema não pode ser atribuído às gestões da família Campos, destacando que deixou a Prefeitura há mais de duas décadas.

'É bom que se esclareça aqui, aproveitando a oportunidade, eles querem ponderar e falar de que essa água é responsabilidade nossa, de Jayme Campos, Júlio Campos, ou da família Campos. Não é verdade. No meu tempo nunca faltou água', afirmou.

Crescimento populacional como fator

Jayme lembrou que deixou o comando do município há mais de 23 anos e que, desde então, Várzea Grande teve forte crescimento populacional, o que teria agravado o problema de abastecimento.

'Eu larguei, ou seja, deixei a Prefeitura de Várzea Grande há mais de 23 anos que não sou prefeito lá. Quer dizer, de lá para cá, Várzea Grande cresceu, dobrou a sua população. Quer dizer, é da minha responsabilidade? Não é da minha responsabilidade', disse.

O senador reconheceu que houve episódios pontuais de falta d'água durante a gestão de Lucimar Campos, mas afirmou que a situação era diferente da atual crise enfrentada pelo município.

'Na época da Lucimar, tinha eventualmente, pontualmente, falta em alguns bairros, que é normal, como existe aqui, como existe em São Paulo, como existe no Rio de Janeiro e alguma cidade. Falta? Falta', comentou.

Críticas à solução emergencial

Jayme também questionou as medidas anunciadas pelo governo de Otaviano Pivetta (Republicanos) para tentar amenizar o problema. Segundo ele, a perfuração de poços não seria suficiente para resolver as dificuldades de abastecimento.

'Vai resolver o problema da água com 45 dias? Furando um poço artesiano, furando dois poços artesianos? Isso é fake news. O que precisa ser é falar a verdade, tecnicamente. O que nós precisamos é melhorar a nossa distribuição em relação à água da cidade de Várzea Grande', afirmou.

Investimentos em gestões anteriores

O senador citou investimentos realizados em administrações anteriores, como a construção de três estações de tratamento de água durante as gestões de Lucimar Campos e Kalil Baracat (MDB). Para ele, o problema atual estaria concentrado na distribuição.

'Lamentavelmente, nós tivemos muita produção, dobrou na gestão da Lucimar, na gestão do Kalil Baracat, construindo três estações de tratamento de água, que é a do Chapéu do Sol, que é da Imigrantes e da 31 de Março. Mas não foi o quê? Melhorado a distribuição da água', disse.

Plano emergencial do governo

A crise no abastecimento levou o Estado a realizar uma atuação direta no Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande. O governo anunciou um plano emergencial com previsão de R$ 60 milhões em investimentos e execução ao longo de 12 meses.

A chamada Aliança pela Água foi formalizada por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) envolvendo Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público Estadual e Tribunal de Contas do Estado. O plano prevê intervenções na rede, manutenção, equipamentos, reservatórios e sistemas de bombeamento.