Júlio Campos defende liberdade de Mauro Mendes e cobra debate democrático no União Brasil

Por Luizão

Júlio Campos defende liberdade de Mauro Mendes e cobra debate democrático no União Brasil
Júlio Campos defende liberdade de Mauro Mendes e cobra debate democrático no União Brasil

O deputado estadual afirmou que não há risco de punição ao ex-governador por apoiar Otaviano Pivetta, mas reforçou que o partido precisa discutir uma candidatura própria para fortalecer a legenda.

O deputado estadual Júlio Campos (União) garantiu que o ex-governador Mauro Mendes (União) possui total autonomia para apoiar a pré-candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo estadual em 2026. Segundo o parlamentar, não existe qualquer articulação interna para punir Mendes, mesmo que sua posição divirja da maioria da sigla.

"Ninguém proibiu Mauro Mendes de apoiar no seu CPF o candidato dos Republicanos, Pivetta. Ninguém falou em expulsá-lo do partido, ninguém falou em enquadrá-lo na Lei da Fidelidade Partidária. Ele está liberado", afirmou Júlio Campos durante entrevista.

Defesa por Candidatura Própria

Apesar da liberação para Mendes, Júlio Campos defende que o União Brasil mantenha um projeto majoritário próprio, sob a liderança do senador Jayme Campos. Para o deputado, a ausência de um nome do partido na disputa ao Palácio Paiaguás pode gerar prejuízos nas eleições proporcionais:

Críticas ao Autoritarismo Interno

Júlio Campos aproveitou o momento para criticar o que chamou de "autoritarismo" na condução das decisões do partido. Ele contesta a ideia de que o presidente da sigla (Mauro Mendes) possa decidir sozinho os rumos eleitorais e defende um processo de construção democrática:

"Não é que é cacique, é autoritarismo. Maneira ditatorial de querer achar que é dono de tudo. [...] Por que não fazemos uma prévia dos 54 mil filiados?", questionou. Apesar da tensão pública entre o grupo de Mauro Mendes e o de Jayme Campos, o deputado descartou qualquer possibilidade de implosão ou ruptura definitiva no União Brasil.

🔎 O que é a Lei da Fidelidade Partidária?

A Lei da Fidelidade Partidária (Lei nº 9.096/1995 e resoluções do TSE) estabelece que o mandato pertence ao partido político, e não ao candidato eleito. Por isso, se um parlamentar deixa a sigla pela qual foi eleito sem uma "justa causa" (como mudança de ideologia, perseguição interna comprovada ou fusão de partidos), ele pode perder o cargo. No caso de Mauro Mendes, como ele não está mudando de partido, mas apenas manifestando um apoio político pessoal a um candidato de outra legenda, o cenário não se enquadra em infração à fidelidade, sendo uma prerrogativa do exercício da liberdade política individual.