Júlio Campos nega ansiedade e defende antecipar definição de Jayme ao Governo pelo União

Por Luizão

Júlio Campos nega ansiedade e defende antecipar definição de Jayme ao Governo pelo União
Júlio Campos nega ansiedade e defende antecipar definição de Jayme ao Governo pelo União

Deputado estadual quer uma 'pré-convenção' ainda este mês para estruturar equipes de marketing e pesquisa. Grupo busca chapa única com Mauro Mendes para o Senado.

O deputado estadual Júlio Campos (União) negou publicamente que seu irmão, o senador Jayme Campos (União) , esteja agindo com ansiedade ao pressionar o partido por uma definição célere sobre a disputa ao governo estadual nas eleições de outubro. A ala liderada pelos irmãos Campos defende que o União Brasil formalize seus planos majoritários de forma antecipada. A estratégia do grupo pró-Jayme visa realizar uma espécie de “pré-convenção” ainda no mês de junho. Caso a proposta não avance, a meta é cravar a convenção partidária oficial logo no primeiro dia permitido pela Justiça Eleitoral, em 20 de julho, rompendo a tradição histórica da legenda de arrastar a decisão até o teto do prazo regulamentar, no dia 5 de agosto. Questionado sobre a pressa, Júlio argumentou pragmatismo técnico: “É falta de tempo, até você contratar uma equipe de trabalho... Todos os candidatos já têm sua equipe. O senador Jayme Campos já tem a equipe de marketing montada, de pesquisa, mas precisa consolidar isso”, justificou. Articulação por chapa única e o consenso com Mauro Mendes O movimento político para antecipar o calendário conta com o endosso de uma ala de prefeitos, vereadores e dos deputados estaduais Sebastião Rezende e Dilmar Dal’Bosco. De acordo com Júlio Campos, a definição não deveria exigir longos debates internos, uma vez que, sob a ótica de seu bloco, as principais candidaturas da sigla já estão naturalmente distribuídas. O desenho de consenso proposto pela liderança estabelece: Palácio Paiaguás: O senador Jayme Campos posiciona-se como o único pretendente do partido disposto a encarar a disputa pelo comando do Poder Executivo Estadual. Senado Federal: A vaga ao Senado ficaria blindada e reservada para o ex-governador e atual presidente da sigla, Mauro Mendes (União) . “Eu acho que nesse caso tem um consenso. Não precisa disputa porque só tem um candidato. Convenção é quando tem dois ou três disputando. Mas eu acredito que estamos chegando a um acordo interno, no sentido de fazermos uma chapa única e completa”, emendou o deputado. Impasse na Federação com o PP e o fator Otaviano Pivetta Apesar do otimismo de Júlio Campos em selar o acordo doméstico, a antecipação dos atos partidários não carimba automaticamente o passaporte de Jayme Campos para a corrida eleitoral, esbarrando em complexas amarras institucionais. O primeiro obstáculo reside no fato de o União Brasil integrar uma federação partidária consolidada com o Progressistas (PP). Pelas regras eleitorais, qualquer decisão de candidatura majoritária precisa, obrigatoriamente, ser chancelada e avalizada em conjunto pelas duas legendas que compõem o bloco confederado. Além disso, a movimentação expõe um racha de prioridades na cúpula governista. Enquanto os irmãos Campos tentam viabilizar a postulação ao Palácio Paiaguás, o grupo político mais alinhado a Mauro Mendes tem ignorado a tese de candidatura própria do União, manifestando apoio em peso e de forma pública à campanha de reeleição do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos) .