Júlio diz que MT tem R$ 13 bi para pagar RGA
Por Luizão —

Deputado defende parcelamento em quatro ou cinco anos do reajuste atrasado e critica cobrança previdenciária de aposentados.
O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que Mato Grosso tem cerca de R$ 13 bilhões em caixa e defendeu que o governo parcele os cerca de 18% de Revisão Geral Anual (RGA) atrasados dos servidores públicos. Segundo ele, o pagamento poderia ser escalonado em quatro ou cinco anos, junto com o reajuste anual da categoria.
Júlio comparou o discurso do governo ao de gestões anteriores, dizendo que o Estado costuma manter valores expressivos em caixa mesmo ao afirmar que não há como cumprir o pagamento. Segundo ele, servidores e Assembleia já discutiram a possibilidade de diluir o percentual atrasado ao longo de cinco anos, somado ao reajuste normal de cada ano.
Arrecadação do Estado
O deputado citou a arrecadação mensal de Mato Grosso, afirmando que o Estado arrecada cerca de R$ 4,5 bilhões por mês, enquanto os gastos com pessoal do Executivo somam pouco mais de R$ 800 milhões, e o total com Judiciário, Legislativo, Ministério Público, Defensoria e Tribunal de Contas chega a cerca de R$ 1 a 2 bilhões. Para ele, esses números mostram que há condições financeiras para quitar o passivo.
Crítica ao posicionamento de Pivetta
A defesa ocorre depois de o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) criticar as promessas de pagamento de cerca de 20% de RGA atrasado, estimando que a medida custaria R$ 4 bilhões por ano e comprometeria a capacidade de investimento do Estado.
Júlio rebateu afirmando que os servidores não exigem pagamento integral de uma só vez e que aceitam o parcelamento como alternativa para quitar a dívida, defendendo que o problema é o endividamento acumulado pela categoria ao longo dos anos.
Contribuição previdenciária de aposentados
O parlamentar também voltou a defender o fim da cobrança de 14% de contribuição previdenciária sobre aposentados, classificando a medida como injusta para quem já encerrou a carreira no serviço público e afirmando que Mato Grosso é o único Estado brasileiro a manter essa cobrança para quem trabalhou 40 anos.