Justiça determina afastamento de policial civil condenado por estupro de colega de corporação

Por Luizão

Justiça determina afastamento de policial civil condenado por estupro de colega de corporação
Justiça determina afastamento de policial civil condenado por estupro de colega de corporação

Agente foi condenado a oito anos de reclusão pelo crime ocorrido em 2022; ele também é investigado por envolvimento em morte no Contorno Leste.

O Poder Judiciário de Mato Grosso expediu ordem de afastamento imediato das funções públicas contra o investigador da Polícia Civil Jeovanio Vidal Gribiel. Ele recebeu uma pena de oito anos de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra uma colega de profissão em 2022. O despacho, assinado pela magistrada Henriqueta Fernanda Lima, foi oficializado na última quinta-feira (11).

A Polícia Civil informou que já providenciou a execução de todos os trâmites administrativos necessários para o cumprimento integral das restrições judiciais impostas.

O caso ocorreu no mês de novembro de 2022 na cidade de Goiânia (GO), durante o cumprimento de uma agenda de serviços institucionais. Os autos indicam que o policial adicionou um componente entorpecente ao copo da profissional, cometendo os abusos sexuais no momento em que a vítima perdeu a capacidade de oferecer resistência.

Em suas declarações, a servidora reportou que recobrou a consciência momentaneamente e solicitou diversas vezes que o agressor interrompesse o ato, pedidos que foram ignorados por ele.

Imposições e medidas de proteção à vítima

Buscando preservar a integridade física e emocional da denunciante, o juízo determinou a aplicação de uma série de obrigações civis acessórias de caráter imediato:

A decisão realçou que o Judiciário buscou neutralizar quaisquer cenários de ameaça velada, constrangimento laboral ou processos de revitimização da denunciante ao longo do andamento do caso.

Histórico criminal e outra apuração

Jeovanio Vidal Gribiel também figura no polo de investigações que apuram as circunstâncias da morte do idoso João Antônio Pinto, de 87 anos, registrada no dia 23 de fevereiro de 2024 na região do Contorno Leste, em Cuiabá. O idoso foi baleado durante uma incursão policial. O idoso figurava como proprietário de uma gleba que havia sido alvo de invasões de terras no ano de 2023.

No relatório policial finalizado em 2024, a autoridade policial sugeriu a ocorrência de legítima defesa, optando por não indiciar o agente. Contudo, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) divergiu do posicionamento e solicitou a reabertura das investigações para o cumprimento de perícias e oitivas complementares pendentes. Os autos que apuram o homicídio correm sob segredo de Justiça desde janeiro de 2025.