Lindote quer retomar reajuste de 6,8% no TJMT
Por Luizão —

Presidente eleito do TJMT pretende negociar novamente reajuste de 6,8% para servidores e aponta reorganização das comarcas como prioridade da gestão.
O presidente eleito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Luiz Lindote, afirmou que pretende reapresentar a proposta de reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Judiciário. A intenção é negociar com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Governo do Estado após a manutenção do veto ao aumento, em votação realizada na quarta-feira (7).
Segundo Lindote, faltou diálogo entre os Poderes durante a tramitação da proposta. O magistrado disse que buscará construir um entendimento com deputados estaduais e o governador para tentar corrigir a defasagem salarial que, em sua avaliação, afeta os servidores do Tribunal.
'O reajuste de 6,8% é uma questão do Tribunal de Justiça. Eu acredito que faltou um melhor diálogo, um melhor consenso em conversas com a Assembleia e com o governador do Estado. Com toda certeza, nós vamos valorizar os nossos servidores', declarou.
Nova negociação sobre salários
O presidente eleito afirmou que pretende reeditar a proposta e buscar sua aprovação por meio de negociação institucional. Durante o debate sobre o veto, um dos argumentos apresentados contra a medida foi o possível efeito sobre reivindicações salariais de outras categorias do funcionalismo.
Lindote destacou a independência entre os Poderes e reiterou que considera necessário revisar a remuneração dos servidores do Judiciário. 'Os Poderes são independentes. Então, os nossos servidores têm salários defasados e nós vamos procurar corrigir os salários dos servidores do Poder Judiciário', afirmou.
Reestruturação do Judiciário
Além da questão salarial, Lindote apontou a reestruturação do TJMT como uma das principais prioridades de sua futura gestão. Ele defendeu a revisão da distribuição de magistrados e servidores conforme a demanda processual das comarcas.
Como exemplo, citou unidades que recebem entre 10 mil e 20 mil processos por mês, enquanto outras registram apenas oito novas ações no mesmo período. Para o desembargador, a organização do Judiciário precisa considerar essas diferenças, diante das limitações de recursos para ampliar continuamente o número de varas e comarcas.
Lindote afirmou que a reorganização deve ser feita sem prejudicar servidores, magistrados ou a população atendida. Também disse que pretende ouvir a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e representantes políticos durante a discussão.
'Nós não podemos ficar inertes numa comarca que recebe oito processos por mês, enquanto outras que recebem 10 mil, 15 mil processos ficam sem um magistrado para atender', argumentou.
Segundo o presidente eleito, o objetivo é adequar a estrutura do Judiciário às necessidades atuais, buscando uma distribuição mais equilibrada da força de trabalho e maior capacidade de atendimento nas regiões com maior volume de processos.