Lúdio, Barranco e Pátio miram terceira vaga na ALMT

Por Luizão —

Lúdio Cabral, Valdir Barranco e Zé Carlos do Pátio disputam vagas na Assembleia Legislativa
Lúdio Cabral, Valdir Barranco e Zé Carlos do Pátio disputam vagas na Assembleia Legislativa

Federação Brasil da Esperança tem duas cadeiras praticamente garantidas e precisa de até 200 mil votos para brigar pela terceira.

A Federação Brasil da Esperança entra na disputa pela Assembleia Legislativa com uma chapa estruturada para garantir duas vagas com tranquilidade e brigar, com dificuldade, para chegar a três. Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT) e Zé Carlos do Pátio (PV) aparecem como os principais candidatos, mas, se PT, PV e PCdoB pararem em duas vagas, um deles ficará de fora. Para acomodar os três, a federação precisa chegar perto ou acima dos 190 mil votos e entrar forte na disputa pela terceira cadeira.

A projeção central coloca a federação entre 185 mil e 200 mil votos. Com quociente eleitoral estimado em 77 mil, duas cadeiras aparecem praticamente asseguradas. A terceira dependerá das sobras: com 185 mil votos, a média seria de 61,7 mil, valor baixo para disputar com outras siglas; com 195 mil, a média já chega a 65 mil e deixa a federação em melhor condição.

Lúdio Cabral

Lúdio é hoje o principal puxador da federação. Em 2022, recebeu 47.533 votos para deputado estadual. Dois anos depois, chegou ao segundo turno da Prefeitura de Cuiabá e recebeu 147.127 votos. A eleição municipal não se converte automaticamente em votação estadual, mas ampliou seu recall na Baixada Cuiabana e sua exposição em todo o Estado.

Valdir Barranco

Barranco recebeu 29.359 votos em 2022 e chega à eleição com mandato, estrutura partidária e presença no interior, além de relações históricas com movimentos sociais, sindicatos e bases tradicionais do PT. A diferença é que agora enfrenta disputa interna mais apertada, já que precisa dividir espaço com Pátio.

Zé Carlos do Pátio

Ex-prefeito de Rondonópolis e ex-deputado estadual, Pátio chega com base própria em um dos maiores colégios eleitorais de Mato Grosso. Já foi eleito quatro vezes para a Assembleia e comandou Rondonópolis em diferentes períodos, chegando a receber mais de 44 mil votos em eleição municipal. O desafio é transformar essa força em votação estadual.

Segundo bloco pode decidir terceira vaga

A profundidade da chapa aparece em Edna Sampaio (PT), Professor Henrique Lopes (PT) e Altir Peruzzo (PT). Altir possui base consolidada no Noroeste, especialmente em Juína; Henrique já demonstrou capacidade de superar 15 mil votos sem mandato estadual; Edna mantém eleitorado próprio em Cuiabá, embora chegue depois de uma eleição municipal mais fraca em 2024.

Se os três entregarem algo entre 35 mil e 40 mil votos, ajudam a empurrar a federação para perto da faixa em que a terceira cadeira se torna competitiva.

Capilaridade da chapa

Junior Mendonça (PT), vereador de Rondonópolis, Cesare Pastorello (PT), vereador de Cáceres, Rosenwal Rodrigues (PV), que disputou a Prefeitura de Jangada, e outros candidatos com atuação em movimentos sociais, educação, sindicatos, povos indígenas e segmentos religiosos completam a votação, junto a nomes do PCdoB.

Se Lúdio, Barranco e Pátio somarem entre 115 mil e 125 mil votos e Edna, Henrique e Altir acrescentarem mais 35 mil a 40 mil, a federação chega à faixa de 150 mil a 165 mil. Os demais candidatos e o voto de legenda precisariam então produzir outros 35 mil para colocar o grupo na disputa pela terceira vaga.

Peso do voto de legenda

Em 2022, PT, PV e PCdoB somaram quase 11 mil votos de legenda para deputado estadual em Mato Grosso. Não é volume suficiente para resolver sozinho a terceira cadeira, mas pode fazer diferença em uma disputa apertada, especialmente pela identificação com Lula e o número 13.