Mato Grosso alcança a segunda menor taxa de desemprego do país no início de 2026, revela IBGE

Por Luizão

Mato Grosso alcança a segunda menor taxa de desemprego do país no início de 2026, revela IBGE
Mato Grosso alcança a segunda menor taxa de desemprego do país no início de 2026, revela IBGE

Com um índice de desocupação de apenas 3,1%, o estado se consolida como uma potência na geração de empregos, superando as médias nacionais e demonstrando forte resiliência econômica diante das oscilações sazonais típicas do primeiro trimestre.

A pujança econômica de Mato Grosso reflete-se mais uma vez de forma inquestionável nos indicadores oficiais do mercado de trabalho nacional. De acordo com os dados recém-divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Trimestral , elaborada sob a chancela técnica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado cravou uma impressionante taxa de desocupação de apenas 3,1% no decorrer do primeiro trimestre do ano de 2026. Esse patamar revelado pela pesquisa equivale a praticamente a metade da expressiva média de desemprego verificada em todo o território nacional durante o mesmo período, que foi firmada na casa dos 6,1%. Com essa performance altamente positiva, o estado de Mato Grosso assegurou de forma isolada a posição de detentor da segunda menor taxa de desemprego de todo o país. No concorrido ranking nacional de empregabilidade, o território mato-grossense ficou posicionado imediatamente atrás apenas do estado de Santa Catarina, que liderou a estatística com um índice de desocupação de 2,7%. A seleta lista das unidades federativas que apresentaram os melhores índices de inserção no mercado produtivo foi complementada pelo Espírito Santo, com 3,2%, pelo Paraná, atingindo 3,5%, e por Rondônia, que fechou o trimestre contabilizando 3,7% de sua população economicamente ativa sem uma ocupação formal. Sazonalidade superada e avanços na taxa de subutilização Quando os dados são colocados sob a ótica comparativa anual, o cenário mato-grossense demonstra uma nítida e consistente evolução estrutural. No confronto direto com o primeiro trimestre do ano anterior, 2025 — momento em que a taxa estadual de desemprego orbitava em torno de 3,5% —, constata-se uma retração palpável no índice de cidadãos desocupados no atual exercício. É verdade que houve um leve acréscimo se a base de comparação for o último trimestre de 2025 (quando o estado atingiu seu pico de ocupação e registrou irrisórios 2,4% de desemprego). Contudo, os especialistas em economia do IBGE são unânimes em classificar essa oscilação momentânea como um movimento estritamente sazonal, comum e amplamente aguardado para o período. Historicamente, os primeiros três meses de cada ano costumam absorver o natural reflexo da rescisão de milhares de vagas temporárias que são tradicionalmente abertas no fim do ano — impulsionadas de forma massiva pelas festividades no comércio —, além da natural conclusão de contratos públicos transitórios, notadamente nas esferas municipais da Saúde e da Educação Básica. Resiliência confirmada: Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, os expressivos resultados colhidos agora atestam de forma categórica a solidez do ambiente de negócios local. Ela enfatizou que manter os números positivos em um período que, por natureza estatística, sempre aponta para a elevação da desocupação, é um reflexo contundente do esforço de todos os setores produtivos e da assertividade na condução da máquina pública. Subutilização em queda vertiginosa: Outro dado extremamente relevante captado pelo levantamento diz respeito à taxa de subutilização da força de trabalho — um indicador mais amplo que engloba pessoas que laboram menos horas do que gostariam e poderiam, ou que estão plenamente aptas e disponíveis, mas não encontram vagas. Nesse quesito essencial, Mato Grosso alcançou o excelente índice de 6,7%, posicionando-se não apenas muito abaixo da média brasileira, mas garantindo também o honroso posto de segunda menor taxa do país. Como base de cálculo, no primeiro trimestre de 2025 essa mesma taxa estadual encontrava-se em 8,1%, o que traduz uma expressiva e encorajadora redução de 1,4 ponto percentual no curto intervalo de doze meses. “Quando analisamos detidamente os números em relação ao mesmo período do ano passado, percebemos de imediato uma redução sólida no desemprego, o que demonstra o avanço real do Estado. Isso é o reflexo direto das políticas públicas adotadas com seriedade e, principalmente, do suor e do esforço incansável do povo mato-grossense em absolutamente todos os setores da nossa economia” , declarou com entusiasmo a secretária estadual durante o balanço. Os dados apresentados consolidam Mato Grosso como um verdadeiro motor econômico, demonstrando que sua infraestrutura produtiva, impulsionada pela força do agronegócio, comércio e serviços, possui o vigor necessário para continuar absorvendo mão de obra e promovendo o desenvolvimento e a dignidade por meio da geração contínua de emprego e renda.