Max diz que CPI da Oi só avança com 8 assinaturas
Por Luizão —

Presidente da ALMT afirma que não vê clima para instalar comissão antes da eleição, mas garante que vai tocar se requerimento completar apoio.
O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), afirmou que a proposta de criação de uma CPI para investigar o acordo de cerca de R$ 308 milhões entre o Governo e a Oi será instalada caso consiga reunir o número necessário de assinaturas. Apesar disso, ele avalia que o requerimento dificilmente deve avançar antes das eleições.
'Se chegar com assinaturas, eu vou tocar o processo. Então, eu não acredito que chegue agora, porque nós estamos a 30 dias da eleição', afirmou.
Situação do requerimento
O requerimento apresentado na Assembleia conta atualmente com sete assinaturas e precisa de mais uma para atingir o número necessário à criação da comissão. A proposta ganhou força após a deflagração da Operação Heritage, da Polícia Federal, que investiga suspeitas relacionadas ao acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa.
Momento eleitoral pesa na decisão
Para Russi, o momento eleitoral também pesa na decisão de instalar uma comissão parlamentar. Ele argumentou que a investigação já está sendo conduzida pelas autoridades e que uma CPI aberta agora ou após a eleição não alteraria o andamento das apurações.
'Você abrir uma CPI hoje, ou abrir daqui a 30 dias, particularmente, num assunto que já foi, que teve operação, que já teve todo esse debate aí, não é algo que vai mudar o trabalho ou as investigações', disse.
O presidente, porém, afirmou que não irá impedir a instalação caso o requerimento alcance as oito assinaturas exigidas. 'Se tiver essas assinaturas, independente de quando chegar, nós vamos tocar para frente', declarou.
Defesa da CPI
A criação da comissão é defendida pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que também alertou para a possibilidade de o requerimento enfrentar uma fila caso outras comissões sejam protocoladas antes. Segundo ele, a preocupação é que requerimentos antigos acabem retardando a instalação da investigação sobre o acordo com a Oi.
O que apura a investigação
A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos por meio de uma estrutura envolvendo fundos de investimento e empresas. A operação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em quatro estados e determinou bloqueio e indisponibilidade de bens de até aproximadamente R$ 316 milhões.
Entre os citados na investigação estão o senador Mauro Mendes (União), o deputado federal Fábio Garcia (União), o ex-secretário Mauro Carvalho e o ex-procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, além de empresários, advogados e outros agentes públicos.