Max Russi estipula prazo de 45 dias para definir candidatura ao Governo ou apoio na eleição majoritária
Por Luizão —

Sondado pela cúpula nacional do Podemos após pesquisas internas positivas, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso avalia o cenário majoritário, enquanto o pré-candidato Wellington Fagundes admite que o nome do deputado altera o tabuleiro político.
Os bastidores do cenário político mato-grossense ganharam novos contornos de indefinição com as recentes declarações do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Podemos). Oficialmente posicionado como pré-candidato à reeleição para o parlamento estadual, o parlamentar revelou que possui uma janela de 45 dias para deliberar se manterá o projeto proporcional ou se ingressará formalmente na disputa pelo Palácio Paiaguás. O afunilamento do calendário eleitoral joga os holofotes para o período das convenções partidárias, que ocorrerão entre 20 de julho e 5 de agosto, data limite para a homologação das chapas definitivas que concorrerão no pleito de outubro. A movimentação em torno do nome de Max Russi ganhou força após a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, encomendar um levantamento de dados internos. Os resultados da pesquisa apontaram uma avaliação altamente positiva e uma forte receptividade do nome do deputado junto ao eleitorado de Mato Grosso, o que motivou a executiva federal a iniciar sondagens para lançá-lo como cabeça de chapa na disputa majoritária ao Governo do Estado. Reação do mercado político e o debate de propostas A possível entrada de uma liderança com o peso político de Max Russi na corrida pelo Executivo estadual provocou reações imediatas entre os nomes que já se posicionam no tabuleiro eleitoral. O senador e também pré-candidato ao Governo, Wellington Fagundes, admitiu publicamente que a consolidação dessa candidatura altera significativamente a dinâmica da disputa, tecendo elogios à capacidade de articulação de Russi. O presidente da Assembleia manifestou satisfação com o reconhecimento e ressaltou a importância do diálogo: "Eu fico feliz em um senador da República falar isso. Eu acho que qualquer mudança agora, se surgir um nome novo, muda o quadro. Agora é conversa, construção, discussão... Nós temos 45 dias para o início das convenções onde vai se definir", ponderou o parlamentar. Como presidente regional do Podemos, Max Russi explicou que as composições e alianças institucionais devem ganhar tração a partir de junho. De acordo com o cronograma estimado, as principais legendas devem iniciar rodadas de reuniões em um prazo de 15 a 20 dias para debater e formatar as propostas estruturais das plataformas de gestão. O deputado enfatizou que o partido exigirá maturidade programática dos postulantes ao cargo máximo do Executivo: Avaliação de Planos de Governo: O Podemos condicionará seus apoios institucionais à análise técnica das propostas apresentadas pelas demais legendas, buscando convergência de metas para o desenvolvimento do estado. Abertura para Negociações: A sigla reitera que, até o momento, não firmou compromissos bilaterais com nenhuma federação ou partido, mas se coloca à disposição para dialogar assim que for convocada pelas lideranças interessadas. O concorrido tabuleiro rumo ao Palácio Paiaguás O cenário para a sucessão estadual em Mato Grosso se desenha como um dos mais concorridos e fragmentados dos últimos anos. Além das articulações em torno de Max Russi e de Wellington Fagundes, a corrida pelo Palácio Paiaguás conta com um extenso cardápio de pré-candidatos que buscam viabilizar suas bases políticas. Entre os nomes postos figuram o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a permanência no cargo; o senador Jayme Campos (União); Natasha Slhessarenko (PSD); Alex Pucinelli (Democratas); Caiubi Kuhn (PDT); Marcelo Maluf (Novo); Maurício Coelho (Mobiliza); Maurição Tonhá (Democracia Cristã) e Rafael Milas (Missão). O expressivo número de postulantes sinaliza que os próximos 45 dias serão cruciais para a consolidação de blocos, fusões de interesses e desistências estratégicas antes do fechamento das atas partidárias.