Max Russi prevê bancada federal de MT fragmentada em seis partidos e renovação de 50%

Por Luizão

Max Russi prevê bancada federal de MT fragmentada em seis partidos e renovação de 50%
Max Russi prevê bancada federal de MT fragmentada em seis partidos e renovação de 50%

Presidente do Podemos projeta cenário pulverizado para a Câmara Federal e aposta em nova regra do STF sobre sobras eleitorais para eleger até dois deputados pela sigla.

A disputa pelas oito cadeiras de Mato Grosso na Câmara dos Deputados deve apresentar um desenho político radicalmente diferente do registrado no último pleito geral. O deputado estadual e presidente do Podemos no estado, Max Russi, projetou um cenário de forte pulverização partidária, estimando que as vagas federais serão distribuídas entre seis legendas distintas, o que deve empurrar o índice de renovação da bancada para a casa dos 50% ou mais.

A análise do dirigente partidário toma como referência o vácuo deixado pela perda de hegemonia do PL, que em 2022 abocanhou metade das vagas do estado (4 cadeiras), enquanto MDB e União Brasil dividiram o restante com duas vagas cada. “Vejo que seis partidos hoje vão eleger um deputado federal. Dois partidos desses seis vão eleger dois deputados federais. O quociente é muito alto”, avaliou Russi em entrevista ao VG Notícias, baseando sua projeção em rodadas internas de pesquisas quantitativas.

Podemos mira até duas vagas com chapa diversificada

É de olho nessa redistribuição de forças que o Podemos estruturou sua engenharia eleitoral. Max Russi calcula que o arco de nove pré-candidatos da sigla possui musculatura para amealhar entre 280 mil e 300 mil votos nominais, garantindo uma vaga direta e cacifando o partido para brigar ativamente pela segunda cadeira na repescagem das sobras.

A chapa proporcional, que terá sua homologação oficial referendada na convenção do dia 4 de agosto, aposta na pulverização regional e em lideranças de nicho social:

Decisão do STF sobre as 'sobras das sobras' reconfigura o jogo

O grande fator de imprevisibilidade e acirramento para o pleito deste ano decorre diretamente de uma mudança estrutural referendada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no cálculo de distribuição das vagas remanescentes para o parlamento federal.

A nova jurisprudência da Suprema Corte extinguiu as barreiras restritivas que vigoraram em 2022, ampliando o leque de concorrência. Agora, todos os partidos e federações partidárias que alcançarem o patamar mínimo de 80% do Quociente Eleitoral estão juridicamente autorizados a disputar as vagas das sobras. Paralelamente, o sarrafo para os candidatos individualmente também foi ajustado, exigindo que o postulante crave ao menos 20% do quociente de votação nominal para ter direito a herdar a cadeira, democratizando o acesso de siglas de médio porte ao Congresso Nacional.