Maysa Leão aponta empate técnico na disputa pela Mesa Diretora e defende renovação na Câmara
Por Luizão —

Em entrevista ao podcast Boa Tarde MT, a vereadora avaliou o cenário como indefinido, confirmou apoio a Ilde Taques e questionou a viabilidade jurídica de reeleição no bloco governista.
Em entrevista exclusiva concedida nos corredores da Câmara Municipal de Cuiabá nesta terça-feira, a vereadora Maysa Leão (Republicanos) traçou um panorama de forte polarização na disputa pelo comando da Mesa Diretora para o biênio 2027-2028. Conversando com a equipe do podcast Boa Tarde MT , a parlamentar revelou que o Legislativo cuiabano se encontra dividido e em situação de empate técnico. Blocos em Disputa e o Impasse do Regimento Maysa Leão reafirmou seu posicionamento político na Casa, consolidando-se como uma das principais articuladoras do bloco de oposição à atual gestão da Mesa. A vereadora detalhou a composição das forças e as barreiras regimentais que travam o processo: Aliança Definida: A parlamentar confirmou que segue defendendo, há alguns meses, a candidatura do vereador Ilde Taques (Podemos) para assumir a presidência da Câmara. Indefinição Governista: Do outro lado, o grupo governista demonstra incerteza. Embora tentem viabilizar a reeleição da atual presidente, Paula Calil (PL) , o grupo depende da aprovação de um projeto de resolução para alterar as regras vigentes. Caso a mudança seja rejeitada, o nome do vereador Dilemário Alencar (União) surge como alternativa. Cálculo dos Votos: De acordo com as projeções de Maysa, a tendência é de que a proposta de alteração regimental não consiga obter os votos necessários para ser aprovada em plenário. Divergências sobre o Calendário Eleitoral Outro ponto central de debate na Câmara envolve a data de realização do pleito interno. Atualmente, a legislação municipal de 2010 e a Lei Orgânica fixam o dia 25 de agosto como o prazo vigente. Contudo, decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) balizam que essas eleições ocorram a partir de 1º de outubro. Maysa Leão defende que a votação ocorra logo no primeiro dia permitido pela corte superior (1º de outubro), opondo-se aos parlamentares que sugerem adiar o rito para 5 de novembro. Para ela, a antecipação evita a paralisia do parlamento. "A gente pensa que atrasa muito os trabalhos da casa, a definição de pautas importantes para Cuiabá. Então, quanto antes for a eleição, melhor vai ser para a gente passar para outras pautas" , argumentou. Ao final da entrevista, a vereadora reforçou a importância da alternância de lideranças na Casa de Leis. "Eu penso que essa renovação traz um frescor. [...] Você dá a oportunidade para que diferentes grupos ocupem o cargo de poder maior da casa e possam ali atender essa democracia, que é baseada também na alternância de poderes" , concluiu. Veja Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=vQUtPFEaAxg