MDB adota cautela, rejeita se 'oferecer' ao Paiaguás e aguarda aceno de Pivetta, Wellington e Jayme

Por Luizão

MDB adota cautela, rejeita se 'oferecer' ao Paiaguás e aguarda aceno de Pivetta, Wellington e Jayme
MDB adota cautela, rejeita se 'oferecer' ao Paiaguás e aguarda aceno de Pivetta, Wellington e Jayme

Deputado Eduardo Botelho ressaltou que partido definirá apoio ao Governo de Mato Grosso em bloco, priorizando a campanha de Janaina Riva ao Senado, e minimizou resistências de Abilio.

A engrenagem das articulações de bastidores para a disputa eleitoral de 4 de outubro ganhou novos contornos pragmáticos. O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) afirmou categoricamente que o partido não tomará a iniciativa de procurar os postulantes ao Palácio Paiaguás, adotando uma postura de recuo estratégico enquanto aguarda ser formalmente convidado para a mesa de negociações. “Não podemos ser oferecidos. Porque tem aquela máxima: oferecido não tem preço. Estamos aguardando e vendo quem vai abrir e nos chamar para conversar”, pontuou o parlamentar.

O MDB, que optou por não lançar um nome próprio para concorrer ao Governo de Mato Grosso, possui como meta prioritária absoluta consolidar a pré-candidatura da deputada Janaina Riva (MDB) a uma das duas vagas em disputa para o Senado Federal. Botelho assegurou que qualquer aliança ou coligação majoritária será chancelada de forma estritamente coletiva pela cúpula emedebista e pelo bloco de candidatos a deputado federal e estadual, em total sintonia com Janaina, que já garantiu que não conduzirá entendimentos isolados.

Chaveamento de diálogo e o nó tático no União Brasil

O arco de possibilidades do MDB é amplo e envolve o diálogo direto com as três principais forças políticas que se desenham no horizonte eleitoral do estado:

Ao ser questionado sobre os rumores de bastidores que apontavam uma engenharia política desenhada no início do ano pelo megaempresário do agronegócio, Eraí Maggi — que sugeria a indicação de Janaina Riva como vice na chapa de Otaviano Pivetta para pavimentar a reeleição do ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD) ao Senado —, Botelho foi enfático ao declarar que essa tese nunca foi formalmente apresentada ou debatida nos diretórios do MDB. Caso o partido permaneça isolado nas tratativas majoritárias, a cúpula cogita lançar Janaina ao Senado em uma chapa pura, sem amarração formal a nenhum candidato ao governo.

🔎 O que define a Coligação Majoritária e a Proibição de Coligações Proporcionais?

No ordenamento jurídico eleitoral brasileiro (modificado pela Emenda Constitucional nº 97/2017), o sistema de alianças partidárias sofreu uma divisão técnica crucial. As coligações permanecem plenamente autorizadas apenas na Eleição Majoritária (para os cargos de Prefeito, Governador, Senador e Presidente da República). Nesse formato, diferentes partidos políticos podem se unir juridicamente para apoiar uma única chapa ao Executivo ou Senado, somando seus tempos de propaganda em rádio e TV e unificando o teto de gastos. Por outro lado, as coligações foram terminantemente proibidas na Eleição Proporcional (para Vereadores, Deputados Estaduais e Deputados Federais). Desde então, para as vagas de legislativo, cada partido deve lançar sua própria lista isolada de candidatos, e os votos computados vão estritamente para aquela sigla (ou para Federações Partidárias estáveis, que funcionam como um único partido por no mínimo quatro anos), impedindo que o voto dado a um candidato de determinada legenda ajude a eleger um político de ideologia oposta através do quociente eleitoral.