Medeiros chama Fávaro de 'traidor' e pede punição nas urnas em MT
Por Luizão —

O pré-candidato ao Senado criticou o ex-ministro por se aliar ao Governo Lula após ser eleito com votos da direita. Medeiros defende a ampliação da bancada conservadora.
O deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Medeiros (PL), subiu o tom contra o ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Em vídeo publicado nas redes sociais, Medeiros classificou o adversário político como traidor por compor o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ter sido eleito com o forte apoio da base conservadora e do agronegócio.
Segundo o parlamentar, o eleitorado deve usar o voto para reprovar essa mudança de alinhamento. "Quem foi eleito com votos bolsonaristas, e traiu a direita para virar ministro de Lula, tem que pagar o preço merecido. É na urna que o mato-grossense exige respeito", disparou o deputado, ressaltando que o povo "não perdoa a traição".
Estratégia Conservadora e Críticas
Durante o pronunciamento, Medeiros também acusou Fávaro de apoiar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e reforçou que a sua pré-candidatura atende a uma convocação nacional do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre as prioridades destacadas pela campanha estão:
- Formar a maior bancada de direita em Mato Grosso, englobando o Senado, a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa;
- Atuar no Congresso Nacional a favor da proteção das famílias;
- Utilizar a força matriz do agronegócio para impulsionar a indústria e o turismo local.
Para o parlamentar mato-grossense, o avanço do Estado depende de uma gestão alinhada. "Com o Governo Federal que não atrapalhe nosso Estado, os melhores dias chegarão para Mato Grosso", concluiu.
O que foi a eleição suplementar de 2020?
O texto menciona que Carlos Fávaro foi eleito em uma eleição suplementar. Esse termo é utilizado na Justiça Eleitoral para definir um pleito convocado fora do calendário regular. Em 2020, os mato-grossenses precisaram voltar às urnas especificamente para escolher um novo senador após a cassação do mandato da juíza aposentada Selma Arruda, condenada por abuso de poder econômico e caixa dois.