O Abandono da Ponte do Córrego Fundo em Cuiabá
Por Luizão —

Uma apresentação detalhada sobre a paralisação de dois meses nas obras do Boa Esperança, os impactos no trânsito e a responsabilidade da Prefeitura.
O Cenário de Risco e a Interdição https://www.youtube.com/watch?v=x7v0O4lBLVg A ponte localizada sobre o Córrego Fundo, que faz a ligação vital entre os bairros Boa Esperança e Santa Cruz, em Cuiabá, tornou-se o principal retrato de um grave gargalo na infraestrutura da capital. A via, que serve como uma das mais importantes rotas alternativas conectando a Avenida Fernando Corrêa da Costa à Estrada do Moinho, precisou ser interditada às pressas devido ao alto risco de desmoronamento estrutural. Na época, a promessa do poder público, amplamente divulgada na imprensa local, era de uma intervenção em caráter de urgência para restabelecer a mobilidade o mais rápido possível. O Canteiro Fantasma e os Responsáveis Apesar do caráter emergencial da intervenção, a realidade documentada por imagens aéreas recentes revela um cenário desolador. Há mais de dois meses, a obra encontra-se totalmente abandonada, sem qualquer movimentação de maquinário pesado ou de trabalhadores da construção civil evidencia uma falha severa no planejamento e na execução do projeto. A responsabilidade legal e administrativa pela via é da Prefeitura Municipal de Cuiabá . O andamento do projeto recai diretamente sobre a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas. O silêncio sobre os motivos da paralisação levanta questionamentos sobre possíveis impasses com a empreiteira contratada ou problemas no fluxo de caixa do município. A Cobrança por Transparência O ciclo do problema se fecha na total falta de comunicação por parte do Executivo Municipal. Enquanto as placas da obra deterioram ao sol, a indignação da comunidade só cresce. A população tem se mobilizado, utilizando a imprensa e as redes sociais como megafone para cobrar providências e acionar órgãos de controle, como o Ministério Público e a Câmara de Vereadores. O que a comunidade do Boa Esperança e do Santa Cruz exige não é mais uma promessa, mas sim ação. A pergunta que encerra esta apresentação e que continua sem resposta oficial é: afinal, qual é o cronograma real da Prefeitura de Cuiabá para a retomada e entrega definitiva desta ponte à sociedade?