Obras avançam e corredor de transporte entre Cuiabá e Várzea Grande já opera com duas pistas liberadas
Por Luizão —

Todo o trajeto de 14 km entre o aeroporto e o Comando Geral da PM conta com faixas liberadas. Intervenções remanescentes concentram-se em estações e drenagem.
As obras de implantação do novo corredor de transporte metropolitano ligando Cuiabá e Várzea Grande alcançaram uma etapa crucial de mobilidade urbana. De acordo com o balanço técnico divulgado pelo Governo do Estado, as frentes de trabalho de pavimentação avançaram significativamente, permitindo a circulação de veículos em pelo menos duas pistas de rolamento em cada sentido ao longo de todo o trajeto de 14 km, que compreende o intervalo entre o Aeroporto Marechal Rondon e o Comando Geral da Polícia Militar, na Avenida do CPA. Frentes de Trabalho e Pontos de Intervenção Remanescentes Com os serviços de recuperação asfáltica estrutural praticamente finalizados na malha central, o consórcio construtor concentra esforços em arremates urbanísticos e correções pontuais de engenharia civil que exigem atenção dos motoristas: Avenida do CPA (Em frente à Sefaz): Equipes executaram a reconstrução completa de um antigo dispositivo de macrodrenagem pluvial. O trecho exato aguarda o período técnico de cura do concreto para receber a pavimentação final, operando temporariamente com as outras três pistas adjacentes totalmente livres; Trecho do SBT: Uma intervenção emergencial em conjunto com a concessionária Águas Cuiabá corrigiu um vazamento na rede de abastecimento de água potável sob a via. O solo já recebe a aplicação da nova capa asfáltica para recomposição do tráfego; Região do Colégio São Gonçalo: Operários realizam ajustes geométricos e paisagísticos no canteiro central e reparos em calçadas acessíveis ao longo do traçado, mantendo duas faixas de trânsito fluidas; Estações e Parque Linear: Enquanto a infraestrutura do Parque Linear da Avenida do CPA foi dada como concluída, as obras das novas estações de embarque e desembarque seguem em ritmo acelerado, gerando estreitamentos temporários em faixas específicas das avenidas centrais. Em paralelo, os trabalhos avançam sem gerar impacto no fluxo rodoviário existente no segmento que conecta o novo Terminal de Integração de Várzea Grande ao aeroporto, uma vez que as escavações e obras de arte são executadas estritamente em uma nova diretriz viária. 🔎 O que define o Período de Cura do Concreto na Engenharia Viária? Na engenharia civil e de infraestrutura urbana, a cura do concreto é o nome dado ao processo técnico de controle do tempo, da umidade e da temperatura da mistura cimentícia logo após a sua aplicação ou concretagem. O objetivo principal da cura é evitar a evaporação precoce da água utilizada na mistura, garantindo que ocorra uma reação química completa de hidratação dos grãos de cimento. Esse processo impede o surgimento de fissuras, trincas por retração térmica e porosidade na estrutura de drenagem ou pavimento. Um período de cura inadequado ou interrompido antes do tempo recomendado pelas normas técnicas (que geralmente varia de 7 a 28 dias para atingir a resistência máxima planejada) pode reduzir a durabilidade do concreto pela metade, comprometendo a sustentação de cargas pesadas do tráfego urbano.