Operação 'Falso 9' mira grupo que extorquia influenciadora com fotos íntimas em MT

Por Luizão

Operação 'Falso 9' mira grupo que extorquia influenciadora com fotos íntimas em MT
Operação 'Falso 9' mira grupo que extorquia influenciadora com fotos íntimas em MT

Criminosos se passaram por jogador de futebol para obter imagens privadas de modelo e exigiram R$ 20 mil. Polícia Civil cumpre mandados em Juína e Castanheira.

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (16), a Operação Falso 9 , com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada em crimes de extorsão digital, na modalidade conhecida como "sextorsão". A vítima é uma influenciadora digital e modelo atuante no interior do estado, que vinha sendo alvo de severa pressão psicológica para o pagamento de valores financeiros. A ofensiva é coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e mobiliza agentes para o cumprimento de cinco ordens judiciais expedidas pelo Poder Judiciário. As diligências estão concentradas em duas cidades da região noroeste do estado: Juína: Local onde foi cumprido um mandado de prisão preventiva contra o suspeito de chefiar o esquema. Castanheira: Município que concentra alvos de buscas para a identificação de outros coautores. Além da ordem de prisão, os policiais civis executam dois mandados de busca e apreensão e duas quebras de sigilo telemático autorizadas pela Justiça para capturar dados de dispositivos eletrônicos. Falso jogador de futebol e extorsão de R$ 20 mil O inquérito policial aponta que a engrenagem do golpe funcionava a partir da criação de engenharia social. Os criminosos criaram perfis falsos em aplicativos de mensagens instantâneas e passaram a interagir com a influenciadora fingindo ser um jogador de futebol de grande notoriedade no cenário nacional. Após estabelecerem um vínculo de confiança com a modelo, os suspeitos conseguiram que ela enviasse fotografias de cunho íntimo. De posse do acervo privado, o grupo cortou o diálogo amigável e iniciou uma sequência de ameaças de vazamento do conteúdo. Os chantagistas exigiram o pagamento de R$ 20 mil para não divulgar o material na internet. Encurralada emocionalmente pelas ameaças, a vítima chegou a efetuar uma transferência bancária via Pix no valor de R$ 4 mil aos criminosos. Provas e continuidade das investigações A representação pelas medidas cautelares foi estruturada pelo delegado titular da DRCI, Guilherme Campomar da Rocha, com base nos rastreamentos digitais e bancários iniciais que isolaram a localização do suposto líder em Juína e dos demais comparsas em Castanheira. De acordo com a Polícia Civil, os materiais apreendidos nesta terça-feira serão submetidos a perícia técnica para robustecer o inquérito, interromper em definitivo a coerção contra a influenciadora e apurar se o grupo utilizou o mesmo modus operandi contra outras criadoras de conteúdo do estado.