Otaviano Pivetta critica política econômica de Lula e diz que Mato Grosso é 'ilha de prosperidade'
Por Luizão —

Governador comparou a administração estadual com a gestão federal, apontando descontentamento com a evolução da dívida pública, carga tributária e patamar da taxa de juros no país.
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), traçou um paralelo crítico entre o modelo de gestão adotado no estado — construído em parceria com o ex-governador Mauro Mendes (União) — e a condução política e econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em declarações dadas nesta semana, Pivetta classificou o território mato-grossense como uma “ilha de prosperidade”, diagnosticando em contrapartida que o cenário macroeconômico do Brasil "não está bem".
“O Brasil não está bem. Nós somos uma ilha de prosperidade no meio do Brasil, porque conseguimos desconectar o Mato Grosso. Nós cortamos o cordão umbilical de Mato Grosso do Brasil”, defendeu o chefe do Executivo estadual, sugerindo que a eficiência administrativa local blindou a economia regional das oscilações negativas observadas no plano federal.
Críticas a impostos, dívida em ascensão e juros a 14,25%
O cerne do descontentamento manifestado por Otaviano Pivetta concentrou-se nos principais indexadores econômicos geridos pela equipe do governo federal. Na avaliação do governador, o arranjo fiscal vigente penaliza o setor produtivo e compromete a atração de capital produtivo para o país, listando três entraves estruturais primordiais:
- Carga Tributária Elevada: Pivetta argumentou que o Estado brasileiro arrecada excessivamente ao morder o equivalente a um terço de tudo o que é produzido em formato de tributos.
- Descontrole do Endividamento: O governador pontuou que o endividamento do setor público segue uma trajetória descontrolada, descrevendo o cenário como uma "dívida pública galopando para a estratosfera".
- Rigidez Monetária: O gestor criticou a ausência de um horizonte claro de flexibilização para a taxa básica de juros, elemento amplamente contestado pela classe empresarial e que se encontra fixado no patamar de 14,25% ao ano.
“O Estado brasileiro hoje está longe de ser justo. Um Estado que arrecada, cobra um terço de impostos, a dívida pública galopando para a estratosfera e juros sem nenhuma perspectiva de baixar”, disparou o republicano.
Apelo ao engajamento do empresariado mato-grossense
Diante do panorama de incerteza nacional desenhado em seu discurso, Pivetta fez uma convocação direta aos representantes das classes empresariais e das forças produtivas que operam em Mato Grosso. Ele sugeriu que os líderes corporativos expandam suas visões para além dos limites de seus respectivos negócios particulares.
O governador defendeu que o empresariado atue de forma coordenada com o Palácio Paiaguás, servindo como embaixadores para difundir os cases de sucesso e os indicadores de desenvolvimento socioeconômico de Mato Grosso para atrair novos investidores e aportes privados ao estado. “Nos ajudem também a corrigir o que precisa ser corrigido aqui dentro do Estado”, concluiu Pivetta, abrindo canais para o aperfeiçoamento das políticas públicas locais.