Otaviano Pivetta estipula prazo de um ano para BRT na Fernando Corrêa e promete licitação 'sem picareta'

Por Luizão

Otaviano Pivetta estipula prazo de um ano para BRT na Fernando Corrêa e promete licitação 'sem picareta'
Otaviano Pivetta estipula prazo de um ano para BRT na Fernando Corrêa e promete licitação 'sem picareta'

Governador de Mato Grosso confirmou que edital para o trecho Centro-Coxipó está em fase de elaboração e adotará regras rígidas para evitar calotes de empreiteiras.

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou que o projeto executivo e o edital de licitação para o segundo lote do Sistema BRT (Bus Rapid Transit) em Cuiabá já estão em estágio avançado de elaboração. O novo trecho ligará a região central da capital ao bairro Coxipó, cortando toda a extensão da Avenida Fernando Corrêa da Costa. O chefe do Executivo estadual estipulou uma meta ousada de engenharia: concluir e inaugurar as pistas exclusivas em até 12 meses a partir da assinatura da ordem de serviço.

Para blindar o novo contrato e evitar os mesmos gargalos contratuais que arrastaram o cronograma da primeira etapa, Pivetta assegurou que a Secretaria de Infraestrutura (Sinfra-MT) desenhará cláusulas de habilitação técnica e saúde financeira severas. “E nós vamos fazer de forma tal que nem um picareta possa entrar na licitação. A Fernando Corrêa nós já estamos trabalhando nos projetos e no edital. Nós queremos fazer em um ano, 12 meses, do dia que começa até o dia que entrega”, disparou o governador.

O Acordo de Bastidores para Evitar o Travamento Jurídico

Pivetta aproveitou o anúncio para detalhar os bastidores da crise que culminou na troca do consórcio construtor responsável pelo primeiro lote do modal (eixo Avenida do CPA – Várzea Grande). Ele pontuou que, embora a construtora anterior possuísse acervo técnico e preenchesse os requisitos da Lei de Licitações, a empresa sofreu um colapso financeiro interno, passando a operar em ritmo de "marcha lenta" e forçando o Estado a intervir com sucessivas notificações.

Para evitar que os canteiros virassem um novo passivo jurídico semelhante ao histórico imbróglio do extinto VLT, o Palácio Paiaguás articulou um distrato amigável:

🔎 O que é a Rescisão Contratual Amigável Administrativa?

No âmbito do Direito Administrativo e dos Contratos Públicos (regidos pela Lei Federal nº 14.133/2021), a rescisão amigável por acordo entre as partes é um mecanismo legal utilizado quando a continuidade de uma obra pública torna-se inviável ou prejudicial ao interesse coletivo, seja por incapacidade técnica superveniente da empresa ou por readequação de metas da gestão. Diferente da rescisão unilateral (onde o Estado pune a empresa) ou da via judicial (que costuma paralisar os canteiros por anos devido a perícias de engenharia), o distrato amigável permite que o poder público encerre o vínculo de forma célere, realize o balanço financeiro dos serviços efetivamente executados e convoque imediatamente as empresas remanescentes do certame ou abra uma licitação emergencial para retomar os trabalhos, mitigando os prejuízos sociais das obras paradas.