Pesquisa Quaest: Lula abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno após escândalo 'Dark Horse'
Por Luizão —

Levantamento aponta o atual presidente com 44% contra 38% do senador em cenário de segundo turno. Rejeição de ambos segue acima dos 50%, e caso envolvendo áudios pesa contra o parlamentar do PL.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expandiu sua margem de vantagem em uma simulação de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) , alcançando 44% contra 38% das intenções de voto. O levantamento anterior, rodado em maio, indicava um cenário de empate técnico, com o petista registrando 42% e o parlamentar fluminense 41%. A coleta de dados presencias foi realizada entre os dias 5 e 8 de junho, ouvindo 2.004 eleitores com idade igual ou superior a 16 anos. O nível de confiança estatística é de 95%, sob margem de erro estimada em 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O relatório técnico foi formalmente registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo código BR-07661/2026 . No cenário atual, votos brancos, nulos e eleitores abstencionistas somam 14%, enquanto 4% mantêm-se indecisos. Lula lidera primeiro turno; novos candidatos são testados Na aferição de primeiro turno, o instituto reconfigurou a lista de pré-candidatos após a exclusão de Aldo Rebelo (expulso do DC) e Hertz Dias (PSTU). Em contrapartida, foram inseridos pela primeira vez os nomes de Aécio Neves (PSDB), Edmilson Costa (PCB), Joaquim Barbosa (DC) e Heró Bezerra (PRTB). No cenário estimulado de primeira etapa, Lula desponta na liderança isolada com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro, que fixa-se com 29%. Os demais postulantes pontuaram da seguinte forma: Faixa dos 3%: Renan Santos (Missão) e o governador Ronaldo Caiado (PSD) aparecem empatados. Faixa dos 2%: O deputado Aécio Neves e o ex-governador Romeu Zema (Novo) figuram com o mesmo índice. Faixa de 1%: Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa e Samara Martins (UP) foram citados por um centésimo dos entrevistados. Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa e Heró Bezerra não pontuaram. O atual chefe do Executivo também foi confrontado em simulações alternativas de segundo turno, superando Renan Santos pelo placar de 45% a 31%, e vencendo os governadores Zema e Caiado pelo mesmo teto de 45% a 35%. Impacto do Caso 'Dark Horse' e Banco Master A oscilação positiva da pré-candidatura do bloco governista coincide com a primeira janela de avaliação pública após o estouro do chamado caso Dark Horse . A investigação ganhou tração após o vazamento de arquivos de áudio contendo uma conversa de negócios entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, na qual o senador solicitava aportes financeiros para a produção de uma peça cinematográfica autobiográfica sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O fluxo financeiro rastreado apontou repasses de R$ 61 milhões corporativos. A Quaest inseriu perguntas específicas para mensurar o desgaste reputacional do episódio atrelado ao Banco Master: Percepção de Ilegalidade: Uma maioria de 60% dos entrevistados declarou acreditar que os diálogos expostos sugerem condutas de natureza ilícita, enquanto 19% avaliaram a conversa como um ato de captação regular de mercado. Juízo de Valor Técnico: Para 65% dos eleitores, o filho "01" cometeu um erro político crônico e deveria ter evitado a reunião de negócios, ao passo que 17% chancelaram o pedido de patrocínio privado para o filme familiar. Altas rejeições e estabilidade na avaliação do governo Apesar da dianteira de Lula nas projeções de votos, o índice estrutural de rejeição de ambos os líderes polarizadores permanece consolidado em patamares elevados. A pesquisa apurou que 56% dos brasileiros afirmam que conhecem e não votariam de forma alguma em Flávio Bolsonaro. O teto de veto a Lula estacionou em 53% . Na sequência dos rejeitados, Aécio Neves desponta com 54%, seguido por Ronaldo Caiado (32%), Romeu Zema (29%) e Renan Santos (20%). Por fim, as taxas de avaliação da máquina pública federal mantiveram a linha de estabilidade estatística observada nos últimos meses. O governo de Lula é avaliado como ruim ou péssimo por 38% do eleitorado, enquanto 34% definem a gestão petista como boa ou ótima. O conceito regular foi a opção de 26% dos ouvidos, e um saldo de 2% preferiu não emitir resposta.