PF apreende R$ 4,3 milhões em operação no TCE-MT

Por Luizão —

Polícia Federal divulgou balanço das apreensões realizadas na Operação Tomada de Contas, que investiga o TCE-MT.
Polícia Federal divulgou balanço das apreensões realizadas na Operação Tomada de Contas, que investiga o TCE-MT.

Balanço da Operação Tomada de Contas aponta apreensão de R$ 4,3 milhões, 167 relógios, 31 veículos e 16 armas; seis pessoas foram presas em MT.

A Polícia Federal apreendeu R$ 4.360.607 em dinheiro durante a Operação Tomada de Contas, deflagrada na quinta-feira (29), para investigar suspeitas de irregularidades em contratos administrativos e pagamentos no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). O balanço divulgado pela corporação também registra 167 relógios, 31 veículos e 16 armas de fogo apreendidos.

Dinheiro, veículos e outros bens

Além do valor em reais, os agentes recolheram US$ 106.865, 19.870 euros, 2 mil libras esterlinas e 3.650 pesos argentinos. A relação de materiais apreendidos inclui ainda 27 celulares, 6.512 munições e 112 garrafas de vinho.

A operação cumpriu mandados autorizados pela Justiça em investigação sobre a administração de contratos e a movimentação de recursos do tribunal. Ao todo, seis pessoas foram presas, entre elas o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo de Almeida.

Suspeitas sob investigação

De acordo com as informações divulgadas, a Polícia Federal apura se a suspensão de contratos administrativos foi utilizada para pressionar fornecedores e se houve favorecimento de determinados pagamentos com recursos públicos. Também são analisadas movimentações financeiras consideradas atípicas e retiradas frequentes de dinheiro em espécie.

A investigação estima que o possível impacto financeiro aos cofres do tribunal possa superar R$ 145 milhões. Essa cifra representa uma estimativa investigativa e não um montante de recursos comprovadamente desviados.

Seis pessoas presas

Além de Sérgio Ricardo, a reportagem identifica como presos o consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires Moreira e Adriangelo Barros Antunes, Roseli Loss, Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke.

Os fatos continuam sob apuração. As prisões e apreensões não representam condenação, e todos os investigados têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência.