Pivetta admite que BRT vai demorar mais de um ano
Por Luizão —

Governador diz que primeiro trecho fica pronto até o fim do ano, mas conclusão total do projeto ainda vai levar mais 12 meses.
O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), admitiu que a população da região metropolitana de Cuiabá terá de esperar mais de um ano para ver as obras do BRT (Ônibus de Rápido Transporte) totalmente concluídas.
A declaração ocorreu durante rodada de entrevistas da TV Vila Real com os candidatos ao Palácio Paiaguás. Questionado sobre os constantes adiamentos na infraestrutura que liga a capital a Várzea Grande, Pivetta acabou dilatando ainda mais o prazo final.
'Esse primeiro trecho até o final do ano, o novo trecho mais um ano', afirmou o governador. Com a nova estimativa, o projeto do BRT segue reproduzindo a mesma sina de descumprimentos e atrasos que marcou o antigo modal, o Veículo Leve sobre Trilho (VLT).
Mais de uma década de atrasos
A implantação do modal se arrasta há mais de uma década desde a Copa do Mundo de 2014, tendo consumido mais de R$ 1 bilhão.
Inicialmente, o Executivo estadual havia projetado a liberação parcial e o funcionamento do primeiro trecho, conectando o Aeroporto Marechal Rondon ao Hospital do Câncer, para junho deste ano.
'Esse primeiro trecho, o contrato que nós temos com as empreiteiras é para terminar até o final do ano. Paralelamente a isso, nós estamos adquirindo os veículos, os ônibus rodando na virada do ano', justificou Pivetta.
Promessa desde 2018
A nova previsão prolonga uma história que começou ainda na campanha de 2018. Naquele ano, Mauro Mendes e Pivetta foram eleitos prometendo resolver a situação do VLT até dezembro de 2019. O prazo, contudo, terminou sem uma definição.
A substituição do modal só foi anunciada em dezembro de 2020, quando o governo apresentou o BRT como alternativa ao VLT. O cronograma divulgado naquela ocasião previa licitação em maio de 2021 e início das obras em agosto daquele ano, com prazo de até 24 meses para conclusão.
Sucessivos adiamentos
Ao anunciar a troca do modal, Mauro Mendes e Pivetta apresentaram o BRT como uma saída mais rápida e viável para o transporte metropolitano. Passados quase seis anos do anúncio, porém, a solução ainda é entregue por etapas e com sucessivos adiamentos.
Desde então, o projeto enfrentou embates com o Tribunal de Contas da União (TCU), rescisões unilaterais de contratos com consórcios e revisões de engenharia que enterraram os cronogramas oficiais.