Pivetta diz que MT não tem déficit de policiais

Por Luizão

O governador Otaviano Pivetta durante entrevista sobre segurança pública
O governador Otaviano Pivetta durante entrevista sobre segurança pública

Governador defende investimento em tecnologia e diz que crime tem vantagem por funcionar 24 horas, enquanto Estado atua 8 horas por dia.

O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que Mato Grosso não enfrenta déficit de policiais em atividade e disse que o Estado precisa ampliar os investimentos em tecnologia e inteligência para combater o crime organizado.

Proporção de policiais

Pivetta disse que o Estado possui atualmente cerca de 11.250 policiais militares e civis. Considerando uma população estimada em 3,9 milhões de habitantes, ele calcula uma proporção de aproximadamente um policial para cada 380 moradores.

'Então, não tem defasagem. Um policial para 380. Se você pegar qualquer Estado brasileiro que tenha uma segurança melhor que a nossa, você vai ver que nós estamos com um número de policiais suficientes', disse.

Foco em tecnologia

Para o candidato, o desafio está em ampliar a estrutura utilizada pelas forças de segurança. Ele citou o programa Vigia Mais Mato Grosso, que, segundo ele, já conta com 23 mil câmeras instaladas e outras 20 mil previstas.

'Segurança Pública não se fará só com pessoas. Nós faremos com pessoas bem qualificadas, preparadas, mas com monitoramento. Nós vamos aumentar o Vigia Mais Mato Grosso', afirmou.

Pivetta também citou investimentos em equipamentos e a instalação de bloqueadores de sinal de celular na Penitenciária Central do Estado (PCE) e em outros presídios, medida que busca impedir que integrantes de organizações criminosas continuem comandando ações de dentro das unidades prisionais.

Crime funciona 24 horas, diz governador

Ao defender uma atuação mais estratégica, o governador afirmou que o crime possui vantagem em relação à estrutura convencional do Estado por funcionar continuamente.

'O criminoso é mais rápido. O crime funciona 24 horas, ele funciona no fim de semana, tomando cerveja, fazendo festa e cometendo crime. O Estado, ele só funciona 8 horas por dia. A lei determina que seja assim, 8 horas por dia', declarou.

Na avaliação de Pivetta, o combate à criminalidade precisa levar em conta essa diferença de atuação e utilizar recursos tecnológicos para acompanhar a dinâmica das organizações criminosas.

'Então, nós temos desvantagem natural em relação aos criminosos. Os criminosos têm muito mais tempo, são muito mais criativos. O Estado tem que se organizar de maneira que a gente possa coibir o crime, enfrentar a criminalidade com todos os recursos que a tecnologia hoje oferece', comentou.