Pivetta rebate Wellington Fagundes após senador prometer paralisar obras do Parque Novo MT
Por Luizão —

Governador acusou o pré-candidato do PL de adotar discurso alinhado com a esquerda e com o governo federal. Pivetta defendeu o projeto e apontou que complexo já está 70% executado.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) rebateu duramente as recentes declarações do senador e pré-candidato ao Governo, Wellington Fagundes (PL) , que manifestou a intenção de paralisar as obras de implantação do complexo multiuso do Parque Novo MT caso venha a assumir o Palácio Paiaguás. O embate direto eleva a temperatura da disputa eleitoral na ala da direita mato-grossense. Em resposta ao posicionamento do senador, Pivetta subiu o tom do discurso político e acusou o adversário liberal de incoerência partidária. Segundo o governador, a postura de propor a interrupção de projetos de infraestrutura estaduais assemelha-se às pautas de palanques rivais. O chefe do Executivo estadual classificou a fala de Fagundes como um “discurso alinhado com a esquerda e com Lula”, tentando carimbar o senador com o rótulo de governismo federal junto ao eleitorado conservador. Defesa do cronograma e movimentação do complexo Pivetta rechaçou as críticas de que a obra configure desperdício de receita pública e utilizou relatórios da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) para legitimar a manutenção do cronograma financeiro do canteiro. O governador sustentou que a proposta de interrupção é inviável administrativamente e prejudicial à economia local. Para defender a consolidação do espaço, o governador apresentou dados técnicos e de balanço: Estágio de Execução: A construção das estruturas físicas e das pistas do complexo multiuso já ultrapassou a marca de 70% de execução de seu cronograma original. Atração de Público: Mesmo com frentes de trabalho ainda ativas, o local já se consolidou como polo de entretenimento e turismo, tendo registrado um fluxo acumulado superior a 500 mil visitantes em eventos teste e programações especiais. O governador concluiu reforçando que a paralisação de uma obra nesse estágio civil resultaria em prejuízo financeiro direto ao erário devido a multas contratuais e à deterioração do patrimônio já edificado, garantindo que sua gestão manterá o ritmo de entregas até a conclusão total do parque.