Polícia prende casal que usava loja em Cuiabá para lavar dinheiro de facção
Por Luizão —

Nelson Valério de Souza e Anayevan Moura foram alvos da Operação Comando Oculto. Eles usavam uma loja de roupas recém-criada para dissimular recursos ilícitos.
A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (17) um casal suspeito de utilizar uma loja de roupas em Cuiabá para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Os investigados, identificados como Nelson Valério de Souza , conhecido como "Mandela", e Anayevan Moura , foram alvos centrais da Operação Comando Oculto . Liderança à Distância e Mandados As investigações, conduzidas pela Delegacia de Polícia de Santa Cruz do Xingu com o apoio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) , revelaram que Nelson comandava as atividades ilícitas diretamente da capital mato-grossense. O suspeito utilizava aplicativos de mensagens e ligações para coordenar uma facção criminosa atuante nos municípios de Santa Cruz do Xingu e São José do Xingu. A operação cumpriu ordens judiciais importantes para desarticular o esquema, que contava com a seguinte estrutura operacional: Atuação da liderança: Nelson coordenava a entrega de entorpecentes, definia funções, determinava cobranças ilegais e autorizava punições internas. Fluxo financeiro: Os valores obtidos com o tráfico transitavam em contas bancárias vinculadas a Anayevan e, posteriormente, eram inseridos no caixa da empresa de roupas do casal. Ações judiciais: A polícia cumpriu dois mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e três ordens de quebra de sigilo bancário. O delegado Onias Estevam ressaltou que as diligências e as análises dos materiais apreendidos não foram encerradas com as prisões. Segundo a autoridade policial, o objetivo atual da corporação é "identificar outros integrantes do grupo criminoso e aprofundar a apuração dos crimes" . O que é Lavagem de Dinheiro? No jargão policial e jurídico, a lavagem de dinheiro é uma prática que consiste em ocultar a origem ilícita de bens e valores. No caso investigado, os recursos sujos gerados pela venda de entorpecentes eram aplicados em uma loja de roupas que funcionava como empresa de "fachada", dando a falsa impressão aos órgãos de controle de que os lucros da quadrilha vinham de uma atividade comercial lícita e regular.