Reginaldo Teixeira faz balanço de 1 ano e meio de gestão nas Obras e Educação de Cuiabá

Por Luizão

Reginaldo Teixeira faz balanço de 1 ano e meio de gestão nas Obras e Educação de Cuiabá
Reginaldo Teixeira faz balanço de 1 ano e meio de gestão nas Obras e Educação de Cuiabá

Em entrevista ao jornalista Luizão, secretário interino detalha plano de pavimentação com recursos próprios, digitalização da drenagem e paralisações por falta de repasses federais.

Em uma entrevista exclusiva concedida ao jornalista Luizão, o secretário municipal de Obras e gestor interino de Educação de Cuiabá, Reginaldo Teixeira, apresentou um balanço detalhado e realista dos primeiros 18 meses de sua atuação à frente de duas das pastas mais complexas e cobradas pela população da capital mato-grossense.

Assumindo a função no início de 2025 com o desafio imediato de gerir a zeladoria urbana e a Limpurb nos primeiros 100 dias para equalizar a crise na coleta de lixo, Teixeira destacou que a marca de sua gestão é o planejamento técnico, o fim das filas de espera na secretaria e a presença constante das frentes de engenharia nos bairros periféricos e na zona rural de Cuiabá.

Mapeamento digital da drenagem e pavimentação de 20 bairros

Um dos grandes gargalos estruturais identificados pela equipe técnica foi a ausência de registros históricos da malha subterrânea. O secretário revelou que Cuiabá não contava com uma planta digitalizada de suas galerias pluviais:

Gestão com recursos próprios e críticas a atrasos de repasses federais

Teixeira classificou o dia a dia à frente da infraestrutura cuiabana como um trabalho de "pé de boi" — que exige resiliência, responsabilidade financeira e recusa em transformar o órgão em balcão de negócios. O secretário enfatizou que a grande maioria das intervenções executadas, como a manutenção anual de 800 km de estradas vicinais e o patrolamento de 450 km de vias urbanas não asfaltadas, foi custeada estritamente com recursos próprios do Tesouro Municipal, graças ao fluxo de caixa estruturado pela Secretaria de Economia sob o comando de Marcelo Bussiki.

O gestor não poupou críticas à burocracia e à escassez de verbas externas. Reginaldo Teixeira apontou que a prefeitura recebeu notificação de paralisação de obras cruciais por parte das empreiteiras devido à falta crônica de repasses financeiros do Governo Federal e entraves burocráticos junto à Caixa Econômica Federal, citando nominalmente os residenciais Jardim Gramado e Coxipó, além de pendências de pagamento no Jockey Club e lentidão na aprovação de projetos da Vila Rosa e da Avenida 8 de Abril junto à Sudeco.

Por outro lado, o secretário fez um agradecimento institucional ao vice-governador Otaviano Pivetta, que atendeu prontamente a um pleito da secretaria e cedeu 14 máquinas pesadas que hoje atuam na desobstrução de córregos e manutenção de estradas, além do suporte técnico de Marcelo Padeiro (Sinfra-MT) nas frentes do complexo Leblon e do BRT, e o trabalho integrado com a Semob (Coronel Franciane) e Meio Ambiente (Secretária Lise).

Interinidade na Educação e cobrança popular legítima

Há pouco mais de 90 dias respondendo cumulativamente pela Secretaria Municipal de Educação, Reginaldo Teixeira informou que tem realizado vistorias in loco nas unidades escolares da rede municipal para fazer um diagnóstico preciso das necessidades prediais e pedagógicas antes de traçar metas de reforma de curto prazo.

Ao encerrar a entrevista, o secretário defendeu de forma enfática o direito de fiscalização exercido pelos contribuintes. "O povo de Cuiabá é trabalhador, sofre e paga seus impostos em dia. A população tem toda razão em cobrar e ela precisa ser atendida. A infraestrutura e uma obra bem feita trazem qualidade de vida para a porta das casas das pessoas, e é isso que nós buscamos entregar todos os dias em mais de 15 frentes simultâneas de trabalho na cidade", concluiu.

Veja Entrevista Completa:

https://www.youtube.com/watch?v=_LHaBN5drdM