Rondonópolis lidera comércio exterior em MT e movimenta mais de US$ 2 bilhões no primeiro semestre

Por Luizão

Rondonópolis lidera comércio exterior em MT e movimenta mais de US$ 2 bilhões no primeiro semestre
Rondonópolis lidera comércio exterior em MT e movimenta mais de US$ 2 bilhões no primeiro semestre

Município registrou US$ 1,5 bilhão em exportações e consolidou-se como o maior importador do Estado, impulsionado pela força do agronegócio e compra maciça de fertilizantes.

O município de Rondonópolis consolidou sua posição de liderança absoluta no comércio internacional de Mato Grosso ao encerrar o primeiro semestre de 2026 como o maior polo exportador e importador do Estado. De acordo com os dados oficiais consolidados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a movimentação financeira global da balança comercial da cidade superou a marca histórica de US$ 2 bilhões nos primeiros seis meses do ano. O desempenho coloca Rondonópolis em um patamar de destaque nacional, figurando na 20ª colocação entre os maiores exportadores do Brasil e na 58ª posição no ranking dos importadores. O saldo da balança comercial do município permaneceu amplamente positivo, registrando um superávit de US$ 913,3 milhões no período. Crescimento acelerado e protagonismo nas importações Na comparação com o primeiro semestre de 2025, as exportações rondonopolitanas apresentaram uma expansão de 15,6%, atingindo o montante de US$ 1,5 bilhão . Esse valor equivale a 8,6% de todas as vendas externas realizadas por Mato Grosso e a 0,8% do total exportado pelo Brasil. Somente no mês de junho, o ritmo operacional seguiu aquecido, somando US$ 269,4 milhões em embarques. Contudo, o salto mais expressivo ocorreu nas importações, que dispararam 158,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 552,2 milhões . Com essa arrancada logística, Rondonópolis passou a responder por impressionantes 45,4% de tudo o que o Estado de Mato Grosso adquire do mercado internacional. No fechamento mensal de junho, as compras externas somaram US$ 164,5 milhões. Pauta de produtos e principais parceiros comerciais A radiografia do fluxo comercial exterior do município expõe a sua forte sinergia com a cadeia industrial do agronegócio de alta performance: Exportações (Foco em Proteínas e Fibras): As tortas e outros resíduos sólidos da extração de óleo de soja (farelo) lideraram a pauta aduaneira, representando 40% das vendas. A soja em grão apareceu na sequência com 34,7%, seguida pelo algodão (13,8%) e pela carne bovina (6,5%). O principal destino seguiu sendo a China (compras de US$ 512,5 milhões ou 35% do total), vindo depois a Tailândia (16,1%) e a Indonésia (12,9%); Importações (Foco em Nutrição Vegetal): Os adubos e fertilizantes químicos dominaram de forma absoluta as compras rondonopolitanas, abocanhando aproximadamente 94% de todo o orçamento de importação. Os inseticidas e defensivos agrícolas figuraram na segunda posição, com 3,8%. A nível geográfico, o Canadá liderou o fornecimento com 30,8% de participação, seguido pela China (17%) e pela Rússia (14,7%). 🔎 O que define o Superávit Comercial e a relevância das Importações de Insumos? No âmbito da macroeconomia e do comércio internacional, o superávit comercial ocorre quando o valor financeiro total das exportações de um país, estado ou município é maior do que o valor de suas importações em um determinado período, gerando um saldo positivo. No caso específico de Rondonópolis, embora o superávit de US$ 913,3 milhões demonstre forte geração de divisas e riqueza local, o expressivo aumento de 158,2% nas importações não deve ser visto como um dado negativo. Na engrenagem do agronegócio moderno, a importação maciça de adubos, fertilizantes e defensivos atua como a base de insumos tecnológicos indispensáveis para garantir a produtividade e a escala das safras futuras. Esses produtos químicos importados entram na terra para nutrir o solo e proteger as plantas, sendo convertidos diretamente em milhões de toneladas de grãos e plumas de algodão que, posteriormente, retornarão ao mercado global com maior valor agregado na pauta de exportações.