Samantha Iris atribui dificuldades de Abilio a dívida herdada
Por Luizão —

Primeira-dama de Cuiabá diz que déficit de R$ 2 bilhões deixado por Emanuel Pinheiro limitou investimentos da gestão em 2025.
A vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris (PL), atribuiu os principais desafios enfrentados pela gestão do prefeito Abilio Brunini (PL) ao passivo financeiro herdado da administração do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD). Segundo ela, as dificuldades do segundo ano de mandato são reflexo das dívidas acumuladas pelo município.
De acordo com a parlamentar, áreas em que a Prefeitura ainda não conseguiu avançar foram impactadas pelo déficit de aproximadamente R$ 2 bilhões deixado pela gestão anterior, valor que, segundo ela, continua sendo quitado pela atual administração.
'Casa abandonada demora para arrumar'
'É claro que uma casa abandonada, você demora muito mais para poder arrumar. São coisas que, se fosse dada manutenção no devido tempo, talvez não chegasse ao ponto que está hoje. Os pontos fracos da gestão, eu não diria que são falhas, são coisas que ainda estão em andamento', disse Samantha em entrevista ao MidiaNews.
A primeira-dama afirmou que a recuperação das contas públicas exige medidas impopulares e defendeu as decisões da Prefeitura para reorganizar as finanças do município.
'A gente vê, principalmente nele, a vontade e a coragem de enfrentar. Muitos remédios são amargos, mas eles precisam ser tomados', afirmou.
Serviços retomados
Apesar das limitações orçamentárias, Samantha destacou que a gestão retomou serviços públicos que estavam paralisados e mantém o cronograma de reformas em unidades de saúde e escolas municipais.
Segundo ela, o pagamento de despesas herdadas comprometeu boa parte do orçamento de 2025, reduzindo a capacidade de investimento da Prefeitura.
'As maiores dificuldades ainda são ocasionadas por problemas herdados, infelizmente. Eu sei que, depois de um ano e meio, é muito difícil falar isso, mas é um ano e meio e R$ 2 bilhões de dívidas. Então, tudo aquilo que não foi conseguido fazer durante 2025 foi porque estava se pagando contas anteriores', concluiu.